Mostrando postagens com marcador Crianças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crianças. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de março de 2015

Trend alert! Bohemian chic


Sabem aquela altura em que damos conta que  (ufa!) a primavera chegou?
É um pedaço de tempo que se guarda num milésimo de segundo, e que de tão esperado, 
apanha-nos de surpresa.
Fossem todas as surpresas assim...

É a estação que mais gosto, e de fato, aquela em que me sinto brotar.
Há algo que acontece quando o céu amarela de sol, e o vento em pausa diz o seu rouco "até logo".
Fica tudo tomado de um ar macio, de cheiro quente.
Mesmo que esteja frio, é assim que se sente e se recebe a primavera. Certo?

Hoje quis dar as minhas boas vindas à estação que anuncia a felicidade.
E quis dar assim...com a nova coleção da Castelos nas Nuvens.
Há melhor forma?










A coleção aposta numa linha romântica e prática
que vem atender aos desejos das mais diferentes mães.
Seguindo a maior tendência da estação, o estilo boho/hippie
as meninas da Castelos conseguiram como ninguém fundir múltiplos conceitos. 
Há uma linha muito ténue, quase que invisível, que separa os dois lados desta moeda.
O toque das tendências étnicas surge sem pesar, e é possível AMAR a coleção 
sem transformar a criança em fashion victim. 
A veia clássica está inerente e nasce dos folhos, dos florais, dos cortes e dos tons de pastel.
O amarelo (maior procura da estação) chega com uma postura nada óbvia,
e provoca um encontro de estilos que está de matar (de amores!). 
Fica aqui a minha seleção de peças, e estou certa de que vão arrasar.
<3




terça-feira, 17 de março de 2015

Coisa de criança


"IRS não é brincadeira, mas pode ser coisa de criança"
Sabiam?

Já não deve haver quem não conheça o trabalho da Make-A-Wish, mas eu me disponho a explicar... :)
A Fundação tem como missão realizar o maior desejo de crianças e jovens que sofrem de uma doença que coloca em risco a sua vida. No programa, que abrange idades entre os 3 e os 18 anos, o compromisso é oferecer um momento de força, alegria e esperança. E sim, eles cumprem a tarefa com o coração. De outra forma não poderia ser.

Nos próximos 3 meses todos os portugueses vão poder dar uma mãozinha solidária cheia de carinho, ajudando a Make-A-Wish através do preenchimento do IRS. É rápido, fácil, seguro...e faz bem. Faz bem a quem ajuda, mas faz muito mais por quem precisa. Por isso, nesta altura é hora de vestir a pele dessas famílias, e sobretudo dessas crianças e jovens que lutam, lutam e lutam. Bora ajudar? 

Basta colocar o NIF Make-A-Wish na sua declaração.

Esta deve ser a única possibilidade de transformar o IRS num momento de prazer. ;)
Para doar, 0,5% do IRS, basta preencher o anexo H -Quadro 9- Instituições Particulares de Solidariedade Social ou Pessoas Coletivas de Utilidade Pública com o NIF Make-A-Wish 509 196 853,
sem qualquer perda de benefícios fiscais.

Beijinhos!








terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Crise de identidade...já?


E pronto...estamos com uma crise de identidade em casa. Já começou há uns tempos, e agora ganhou força. "Mamã, eu sou da cor do chocolate!", soltou ela de riso na cara.  É, Matildinha-Matrioska... #sóquenão. :p

Ainda estou a tentar perceber onde tudo começou, mas a verdade é que a criança tem a certezinha de ter um pézinho em África. E no fundo, até tem mesmo...afinal, tem sangue brasileiro a correr nas veias. Bem, mas a cor é que lhe está a faltar...

A primeira boneca foi uma bebé negra de vestido florido e cabelo crespo preso em dois totós. Foi amor à primeira vista. Até hoje, seguem companheiras. Mais tarde, iniciou a loucura das Barbies, mas nenhuma delas lhe encheu as medidas como a princesa Tiana, da Disney. A Jasmin é outra favorita lá em casa. Dos livros, tem fascínio pelo "Menina bonita do laço de fita", que conta a história de um coelho branco encantado por uma negrinha de lábios vermelhos, e que faz de tudo para escurecer o pelo...desde tomar dúzias de café, a mergulhar numa lata de tinta, culminando na descoberta de que  preto nunca poderia ser. É quando decide que filhos assim é que quer ter, e casa-se com uma coelhinha da cor da noite. Ele passa o livro a perguntar: "menina bonita do laço de fita, como fazes para ter a pele tããão pretinha assim?". Bem, a Matilde anda a querer descobrir. Curiosa, pergunta  porque eu sou branca e ela não (como assimmmm, menina?). Se não fosse o seu ar de faz-de-conta, eu ficaria preocupada. :p

Isto, inevitavelmente, me fez questionar uma série de coisas. Primeira: há produção de material suficiente para mudar as ditaduras de padrão às quais somos bombardeados? Ou apesar de tudo, ainda vivemos num mundo em que se fala com distância das possibilidades que vão para além do padrão imposto? Segunda: Onde começa o preconceito? E terceira: Como inverter a situação e criar outros contextos?
O preconceito começa no berço. Começa nos pais, nos avós, na escola. Começa quando não se oferece o mundo e as suas multifacetas. Quando rejeitamos o diferente, e impomos apenas o que é conhecido por nós. Quando não percebemos aquilo que nos falta, aquilo que podemos desvendar e mostrar. Quando não mudamos. Começa quando dizemos o que é bonito, quando decidimos nós pelo outro. Quando só apresentamos uma boneca de mini saia e saltos altos. Quando dizemos que ela é linda, à uma criança gordinha, de sardas e  caracóis nos cabelos. Ou à magricela que é ruiva, ou à pretinha de rabiosque empinado. Quando lhes apontamos a nossa visão de mundo...é quando apontamos o caminho que os nossos pequenos vão seguir. E por isso, custa crer em quem não quer ampliar e transformar os seus espaços conhecidos e tidos como absolutos. Custa saber que ainda não vamos longe, e que vivemos ciclicamente a repetir o que nos foi dito como verdade, sem questionar e criar mais espaços por onde fazer correr as nossas crianças.

Cresci entre nenucos loirinhos, e outras infinidades do género. Cresci num mundo onde a Disney não tinha a Doutora Brinquedos, e nem os cabelos castanhos da princesa Sofia. Não lembro de muitas  bonecas que não fossem loiras-loiríssimas. Era mais fácil ver uma com cabelos azuis, do que uma pretinha. Ora bem, mas cresci rodeada de livros e músicas, e eram eles que me falavam do mundo. Que faziam chegar imagens diferentes à minha cabeça. Múltiplas! Infindáveis! Sem que saíssem apenas de uma fôrma pré-fabricada. Cresci com pais que me faziam chegar estas ferramentas, e que tinham os preconceitos engavetados, sem nunca os deixar sair (quem não os tem?). Nunca os passaram para mim. Louvados sejam! São espertos os meus pais...já na altura, mediam as palavras para não me moldarem as ideias. Para que eu criasse o meu mundo da forma mais rica e verdadeira possível. E tão grata estou. Educar é também isto: saber mudar o que em nós está mal, e saber passar o que vai para além daquilo que nos foi dado. Preconceito não é herança, minha gente. Não se passa a ninguém, não se deixa como presente. Horizontes sim. Largos...a perder de vista.

Ora, ora, ora...tudo isto para dizer que estou contente. Estou contente por perceber que estou a criar gente. G-E-N-T-E. Estou a pôr fermento na Matilde para que ela enfrente o mundo, para que veja toda a sua beleza. Para que não o sinta como um reflexo seu, mas sim para que possa refletir o que mais gosta dele. Para que tire todo o sumo possível desta aventura que é viver. E que em cada cantinho dele, ela não olhe de lado à nada.  Para que eduque os músculos da testa para não franzirem diante do novo. Para que transpire a vontade de abraçar a tudo e a todos, e para que se sinta parte do que a rodeia. 

A construção da identidade se inicia desde muito cedo, e passa pela compreensão dos factos do dia a dia, pelo reconhecimento de características locais e familiares, pela comparação e pelas referências. Por isso, enriqueça o universo do seu filho. 

(Dito isto, agora vou falar sobre o meu último questionamento, e aquele que mais surpresa me causou:

"Por que raios ainda vivo num mundo onde falar em diferença faz lembrar o preconceito???")





E agora vou ali arranjar maneira de pôr a menina pretinha... :p

O Little M está no Facebook e Instagram (@blog_little_m) 



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Little Humans

Brandon Staton tem um site suuuper popular, e mais de 12 milhões de seguidores do Facebook. É fotógrafo e passa a vida a clicar gente. Sim, gente. De todos os tipos, de todas as cores, de todas crenças e de todos os géneros. Em comum? É gente de New York, baby

Staton é indiscutivelmente, uma das mais famosas "faces behind the camera". Em 2010, começou por colecionar as caras que cruzavam o seu caminho, e a catalogar no blog Humans of New York. A ideia despretensiosa passou a contar um bocadinho da vida de cada um dos que foram eternizados por Staton, e portanto, a tecer histórias. Hoje, visitar o site é fazer uma viagem pelo mundo através de uma das cidades mais multiculturais de sempre, conhecendo a sua gente, as suas diferenças, semelhanças, e sobretudo, aquilo que fez delas únicas aos olhos do fotógrafo. 

O projeto é um sucesso absoluto, foi publicado em livro e virou best seller nos EUA. Agora, Staton lançou a versão mini da coisa, e eu já vos digo..."a coisa" está deliciosa. Não por juntar muita gente com pinta e blá-blá-blá, mas sim por mostrar a rua como ela é: com as suas verdades, com a sua honestidade, sem grandes filtros e efeitos. E eu gosto que seja assim...porque é o real que me desperta, que me encanta, que me faz querer conhecer e decifrar, imaginar e criar. 

Little Humans traz montes de pingos-de-gente, cheios de graça e estilo próprio, e à semelhança do primeiro livro, carrega muitas histórias contadas em imagens. Com fotografias inundadas de cor, o fotógrafo percorreu cinco bairros de NYC, reunindo cliques e entrevistas aos meio-palmo-de-gente. São quatro anos de olhos postos às crianças mais queridas que lhe apareceram à frente. 

















Comprar o livro AQUI

Comprar versão digital AQUI




O Little M está no Facebook e Instagram (@blog_little_m) 







terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A miúda e o ballet...


Quando, aos dois anos e meio, a Matilde despertou para a descoberta das actividades extra-curriculares...pediu logo para ir ao ballet. Aos 3 anos, resolvi que sim, que já era altura...e estava tão certa! 

Ontem foi a primeira aula aberta da turma, e a primeira vez portanto, que vi a miúda bailando a sério. Já conhecia os seus dotes artísticos, dos espetáculos diários que dá cá em casa, e já sabia que jeitinho para a coisa não lhe falta. Há meses que todos os dias, põe a dança final do Dirty Dancing no youtube, e reproduz (passo a passo!) a coreografia. 

Dança em frente à TV, na fila das compras, durante as jantaradas nos avós, na hora do banho, na altura de vestir-se...dança, dança e dança. Todos os dias, vezes sem conta, entrego-lhe o meu melhor sorriso...porque é sempre um gigante prazer ver como cresce, como é graciosa, como tem noção do seu corpo e do espaço, como tem ritmo, como encadeia os passos, como é flexível, e sobretudo, como é determinada a fazer sempre melhor. É tão engraçado e querido, perceber que já tem o seu próprio gosto e as suas vontades bem definidas. Ela não escolheu o ballet ao acaso ou só porque sim. Escolheu porque realmente adora estar ali, vestida em cor de rosa, realizando cada tarefa com muito cuidado e atenção. E na verdade, para nós pais, o que interessa mesmo é que saibam escolher por si, e que sejam infinitamente felizes nas suas jornadas. 

Quando entrou na sala do ballet, já vinha cheia de orgulho! Fez a aula sem timidez, sem vergonhas e principalmente, muito contente. Radiante! Ao final da aula, recebeu um miminho dos avós, que mais uma vez encheram o coração da miúda com tanta delicadeza. E que querida que ficou com o seu primeiro ramo de flores! "Pareço uma noiva, mamã! O papá não vai acreditar..." :) 

O que esta meia hora de aula me valeu? Pude ver de pertinho que a actividade que ela escolheu tem mesmo a sua cara, e que sem dúvida, ainda nos vai trazer muitos bons e bonitos momentos. Sorri uma e outra vez, e senti o coração palpável, real. Vi que ela adora o espelho, dá muitos risinhos, e é muito atenta. Tem alguma maturidade para o ballet, mesmo sendo tão pequenina. Não pude deixar de sentir uma alegria mesmo profunda, ao pensar que ela escolheu fazer aquilo que eu fiz por toda a vida. Sem dúvidas que vou estimular este gosto ao máximo, e quando der conta, um dia vou ter trocado de lugar...a menina da minha infância e adolescência, antes bailante, vai então estar na plateia enquanto mãe, e a Matilde vai estar no palco a dançar. Aposto que a minha mãe vai estar ao meu lado, revivendo lembranças e fazendo nascer novas histórias e memórias. ❤️









O primeiro buquet, já a decorar o quarto da miúda






segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma carta para ti (II)



Passa pouco da meia-noite. Antes, estaria aqui a escrever um post sobre moda. Muito provavelmente, sobre as roupas que mais me encantam neste "anunciar de Outono". Ou sobre os saldos, não sei. Já não consigo pensar propriamente neste tipo de assunto, que vão -para já- ficando pelo nosso Facebook. 

Antes. Sim, tenho de dividir o tempo entre o antes e o depois do alçar voo da minha menina. Foram quase 27 meses em casa com a minha princesa, o meu amor maior. Mais de 2 anos entregues ao exercício daquilo para o qual fui talhada para ser mesmo, mesmo muito boa. Sem falsas modéstias, porque isto de ter um blog serve exactamente para desaguar a verdade que se sente. E eu sinto assim.

Antes deste tempo de escola, não lembro de adormecer a Matilde antes das 22h. Hoje, com a rotina instalada, às 20h30 reina um silêncio de inverno. Frio, frio, frio. Acabo por sentir saudades da minha grande, a melhor, companheira. Me apanho a dormir num colchão colocado no seu quarto, sem grandes necessidades, mas apenas para matar um bocadinho de saudade da sua presença. O corte,também  para mim, tem sido complicado...doloroso. Saber e sentir que passa mais horas acordada na escola, e não debaixo das minhas asas...dói. Fisicamente mesmo, como disse hoje à querida Tia Cocas, que começa a ensaiar o mesmo bailado. 

Quando engravidei, estava a trabalhar. Quando a Matilde nasceu, tinha acabado de encerrar um contrato, e achamos por bem que eu estivesse com ela por um ano. Um ano que se prolongou...e que me permitiu ser o mais feliz que me lembro. Agora, vejo a minha cria iniciar um bater de asas, e estremeço as minhas para voarmos ao mesmo tempo. 

Ser mãe é a mais bela das tarefas humanas, e que me perdoem os pais. Mãe é um ser capaz de se tornar gigante. Capaz de abrigar o mundo, cegar a dor, e fortalecer a vida. Pai também é, um dia, mais tarde. Mas à parte das discussões de sexo... Sinto-me infinitamente maior, juro, por ser mãe da Matilde. Não imagino uma existência que não fosse a de ser maternalmente responsável. A maternidade define muito de quem eu sou, e pouco consigo lembrar da vida independente de não-mãe.  Sou tão infinitamente mãe...que não consegui descansar um único minuto antes de sentir a minha cria verdadeiramente tranquila neste princípio de "vida académica".

A semana passada foi para esquecer. Mas eu eu não esqueço. Vocês, que passaram pelo mesmo, também não...eu sei. Tantas foram as mensagens que eu recebi. Tantas! De mães a aconselhar, a acalmar, a desabafar...mães que, como eu e como mil, sofrem aquela dor aguda de separar-se de um filho. Como se explica isto a quem não sabe o que é? Sim, porque alguns podem pensar que isto é uma autêntica dramaturgia. Mas não.

Confesso ser uma mãe galinha e um tanto controladora. Como a minha mãe costuma dizer, "é preciso trabalhar esta questão". Durante a primeira semana de infantário da Matilde, ouvi o seu choro e a sua agonia. Telefonei e bati à porta tantas vezes quanto o bom senso permitiu. Não saí de casa, na inconsciente ideia de estar mais perto da cria, já que a escolinha fica mesmo à distância de um elevador. Sofri e chorei com o som das suas lágrimas, mas não me consegui afastar das janelas. Não se enganem. Fui forte. Forte como era preciso. Cumpri a minha tarefa de resistir à dor e à separação. Sobretudo, de resistir às dúvidas. Sou daquelas pessoas que só desistem do que não interessa, e quando o contrário acontece, entrego o coração e a alma ao aprendizado e à luta. E assim o fiz, com todas as emoções a fervilhar 24h por dia. Sim, é pleonasmo.

Sofri a dor sofrida, que é como quem se repete, até descobrir o flutuar prazeroso da confiança. Descobri que fui capaz de escolher o melhor dos infantários para a Matilde. Descobri que não há ali dentro, uma única pessoa a quem eu possa torcer o nariz. Descobri que há gente disposta a ser grande e a ser inteiro, e que não deixa uma mãe afligir-se sem uma palavra de amizade. Palavra esta que é repetida diariamente, como num mantra de paciência. E mais uma vez me repito, sim.

Descobri que há gente capaz de falar com voz de veludo, mesmo após 8 dias de tortura chorosa. Descobri que há gente que batalha pelo mesmo que eu, e que qualquer pai que entrega um filho. Descobri que de longe, há gente capaz de entrar pelas minhas janelas e abraçar o meu coração, enquanto oferece "colinho" à minha cria. Vi o quão belo é ver a Matilde voar num escorrega e navegar numa piscina de bolas. Correr entre crianças, enquanto ensaia as primeiras trocas de palavras. Enquanto eu recebo um telefonema a pedir para ir à janela contemplar o iniciar da tão esperada socialização da minha filha. Um passo que nunca na vida me vou esquecer.

Agora, dorme serena a minha criança. Tem os olhos rasgados num sono profundo, um traço tão particular, herdado do pai. Aquela expressão horizontal, de pestanas infinitas. Fala a dormir com a mais bela voz que ouvi. Grave e aguda, quase rouca enquanto repousa. Há pouco, sentiu que eu entrava no quarto e pediu o "leitinho", mesmo a dormir o seu sono profundo de criança crescida. Bebeu tudo, enquanto me fazia miminhos com as mãos quentes e suaves, absolutamente macias como o pêlo. E eu, ainda de perto, senti saudades pelo amanhã. Senti, e sinto, mesmo tantas saudades...dos dias em que as manhãs eram eternas, num enrolar de abracinhos e sonhos. De soninhos pequeninos e entrelaçados, enquanto eu tinha cuidado e fazia silêncio ao sair da sua beira para ir tratar da vida real. Enquanto esta vida real era bela pelo seu dormir aconchegado entre lençóis e mantas, minuciosamente envolvidos por mim.

Agora repousa no seu descansar de menina que vai para a escola, e que aos poucos ganha forças para existir sem mim. Eu, mesmo que contra-natura, aceito e reforço o seu vencer. Quero que "seja" para além de mim. Quero que guarde para sempre o que eu lhe ofereço, mas que seja capaz de encontrar a Matilde que é, num mundo onde eu não esteja. No seu mundo. Num mundo onde eu não estou para aconchegar, mas que eu preparei para ela. Macio, limpo, sereno. Como as mantas em que lhe embrulhei há pouco.

"Minha filha Mais-Que-Amada, este texto é para ti. Só para ti. Para que leias e saibas, mesmo que tenhas esquecido, que este momento de deixar-te planar voo me doeu, me custou...mas que valeu. Porque já me mostras que fiz a opção certa, e que fui exacta ao perceber o que precisavas. Espero ser sempre assim para ti. Espero ter todas as tuas respostas, e receio que não. Mas vou ter sempre guardado e pronto a oferecer, o calor que sentiste quando deitaste à minha beira nos teus primeiros anos de vida.

Te amo para além do infinito.

Mamã Lua."















Resultado final: Super Casting

Chegou o dia de revelar quem são os pequenos e pequenas que vão estar connosco na sessão fotográfica da Mary Poppins - childcare! Preparadas?!

Calma, calma...calma lá, porque antes eu vos quero falar um bocadinho sobre este dia que estamos a preparar. A Mary Poppins é uma delícia de menina que, para além dos serviços de babysitting já oferecidos, lançou-se no mundo da organização de eventos. Assim, resolveu festejar em grande, e proporcionar um dia diferente a 10 miúdos. A ideia de nos juntarmos na organização de um casting, surgiu do nosso encontro no Mercado dos Santos, quando a "Mary" convidou a Matilde para participar. Daí, surgiu a iniciativa que vocês conhecem, e já escolhemos os 9 pequenotes que se vão juntar à minha menina. :) 

A sessão fotográfica vai levar a super assinatura da Ara Medicis Photography. Quem ainda não conhece está a perder um trabalho cheio de qualidades: doce, íntimo e muito profissional. Um contacto obrigatório na nossa listinha, para a eventual necessidade de um fotógrafo. 

Para o dia da sessão, estamos a seleccionar as marcas que vão vestir as nossas estrelas. Por isso, se você é dono (a) de uma marca de roupa/calçado/acessórios e quer ver as suas peças publicadas e partilhadas por nós e pelas mamãs, envie email para littlem.contato@gmail.com, com o seguinte título: guarda-roupa super casting. :) todas as peças apenas serão utilizadas para a sessão fotográfica, e devolvidas às respectivas marcas a seguir.

Às mamãs que tiveram os filhotes seleccionados, marquem já o próximo dia 21. Esta é a data do nosso encontro, quando vamos ter os piolhos todos catitas e em grande festejo sob as lentes da Ara

Às muitas mamãs que enviaram a inscrição e que, infelizmente, não estão entre as escolhidas...não fiquem tristes! Eu e a Mary ficamos de coração partido por ter de deixar tantos miúdos giros de fora...mas tivemos de levar em conta os requisitos que foram criados para a sessão, entre eles, os de definir que bebés até aos 2 anos tinham de ser minoria, para evitar muitas trapalhices durante a sessão, e garantir tipos físicos bastante diferentes entre si. Ou seja, foi um trabalhinho ingrato, porque não é fácil deixar tantas crianças giras e encantadoras de fora. A sério. 

Dito isto, espero que surjam novas experiências , e que continuem a aderir de igual forma. Quem sabe numa próxima oportunidade, a nossa mini estrela seja aí de casa?! ;)

Agora, o resultado final em...

3...
2...
1...




- Carolina, mamã Joana da Cunha.
- David, mamã Mariana Pinheiro.
- Francisco, mamã "Momentos Perfeitos".
- José Duarte, mamã Maria Rodrigues.
- Luís Henrique, mamã Débora Luís.
- Mariana, mamã  Andreia Moreira.
- Sofia, mamã Sónia Pontes.
- Tiago, mamã Ana Patrícia.
- Francisca, mamã Carla Antunes.

Mamãs, por favor enviem email com contacto! :) Parabééénssssssssssssssssss!!!!!!!!!

Muitos beijinhos a todas, e até breve!!!



   

                                                       -Ara Medicis Photography-

                  




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Estreia na Escola: O que vestir?


A escola ainda é para mim um terreno delicado, no qual vou pisando com algum pesar e com muitas dúvidas. Mas é por acreditar no valor deste espaço, que alimento e carrego as energias para nos tornar maior, a mim e à Matilde. Tenho falado imenso disto no Facebook e AQUI e AQUI, e não é para isto que vai servir este post.

Quero falar agora das delícias que envolvem este processo. Quando decidimos que está na hora de apresentar este novo mundo aos nossos filhos, somos tomados por uma alegria, uma excitação deliciosa. À parte de todos os receios e de todas as dificuldades, vamos vivendo os prazeres de apresentar à criança este lugar de aprendizado, socialização, e sobretudo, de crescimento. Ficamos animados com os preparativos, e tudo o que envolve e antecede os primeiros dias de descoberta. Um destes prazeres é a escolha do guarda roupa. Para mim, que sempre dei a este tópico uma especial atenção, ir às comprar foi uma gostosura.

Contrariando o que tenho feito até agora, que é priorizar as marcas portuguesas e as compras pela internet, fui ao shopping e meti mãos à obra. Antes de sair de casa, já tinha bem definido tudo aquilo que queria trazer para casa. Roupa prática, gira e confortável. Um ponto importante: que tivesse bom preço. Já tinha espreitado a nova colecção da Zippy e já estava deliciada. Tinha comprado em finais de Agosto, uma túnica branca e uns calções de ganga que vocês podem ver AQUI. Adorei o resultado e não pensei duas vezes antes de escolher este tipo de look para a escola. E vou mostrar para vocês o que consegui fazer com, mais ou menos, 100 euros. 13 peças novas moram cá em casa. Uma pechincha, não?!








Nas últimas fotos, 4 t-shirts: duas básicas, e duas com padrão. Ideais para levar na mochila para a troca, e quando o tempo frio chegar, para usar como interiores.

Uns dias antes, junto com a túnica branca e os calções em ganga, comprei também estas galochas deliciosas...gostam? Acho que são ideais para as idas ao parque no Outono. O preço? 9,99. :)





Até ao dia 8 de Setembro, a Zippy está com uma promoção que é de aproveitar. A cada 25 euros, dá 5 de desconto imediato. Mas atenção: as compras têm de ser feitas separadamente, pois só é oferecido um desconto por talão. Eu fiz 4 compras em separado para aproveitar melhor.

Espero que tenham gostado desta nova onda dos "Looks da M". :)

Muitos beijinhos, desta mãe que está a ouvir a cria no parquinho da escola...só para confirmar que não há muito choro... :p




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Fotografar na primeira pessoa do singular

Adoro fotografias. Através delas, sou capaz de sentir os cheiros passados, a textura daquele sofá antigo, o som dos domingos na casa da avó...ou dos fins de semana de praia na infância. A fotografia é poderosa.

Gosto sempre mais daquelas naturais, sem poses, sem ensaios. Quando se pode sentir que a máquina e o seu "operador" fizeram um trabalho silencioso. O resultado desta "discrição" de fotógrafo e objeto é sempre mais rico, e vai provocar a alma de quem o observa.

Gosto de capturar detalhes. Adoro uma fotografia do dia em que a Matilde nasceu, onde o meu pai eternizou as nossas mãos entrelaçadas.



Gosto das fotos onde o inesperado fala. Mãos, pés, cabelos, sorriso e olhar...como protagonistas. Gosto de imagens que traduzem momentos: sejam eles de afetos, de emoção, de movimento. O registo pelo registo não me comove minimamente.

Gosto de luz! A natural...das manhãs e do entardecer colorido. A luz branca de um dia limpo de inverno. Pontos de luz...como numa antiga fotografia da minha mãe, a ler no escuro, iluminada indiretamente por um candeeiro amarelado. Gosto de fotografia que conta história. E é deste ponto que surge a ideia deste post: do meu gostar. E por achar que há por aí muitas mães, reais como eu, que partilham desta vontade de ter as melhores imagens dos seus pequeninos.

Quando penso em fotografias belas, penso em intimidade e dia à dia. Penso em naturalidade e proximidade, e por isso mesmo, penso que nós é que somos capazes de contar a história que os nossos olhos vêem. Mas quando penso em fotografias de tirar o fôlego...o projeto Tales of Light é a primeira coisa que me vem à cabeça. Acho incrível a capacidade que o Ricardo Silva tem de construir um enredo, permitindo que criemos a nossa própria versão da história, através apenas do nosso olhar...que deixa de ser distante. No minuto em que pomos os olhos no seu trabalho, o coração começa a trabalhar. Como se ao ver os seus clicks, tivéssemos estado ali, presentes naqueles momentos. Como um livro, que encaminha no tecer do que se conta.

Quando imaginei um post sobre fotografia,  quis que fosse diferente. Que tivesse outro ângulo. Que fosse feito para e por nós, mães e pais, que como a grande maioria, não tem acesso à fotografias profissionais com regularidade, e que ambiciona imagens com beleza, força e história. Imagens bem conseguidas. Quando pedi ao Ricardo que nos desse um help, a resposta foi um "sim" de imediato. Por isso, vamos partilhar com vocês alguns segredinhos básicos, simples e de fácil acesso. 

Não ter fotografias profissionais não é, DE TODO, algo que impeça a família de construir muitos álbuns lindos. Com este post, não há desculpa para não meter mãos às câmaras e treinar, treinar e treinar. Até porque, experimentar fotografia é tão saboroso...

O post vai ficar no cabeçalho do blog. Assim, sempre que surgirem dúvidas...basta clicar lá e dar continuidade ao treino. ;)

Eu ando a testar tooodas as sugestões, e estou a amar. Aqui, podem ver alguns dos meus "testes". Sem grande cenário, sem grande adorno. A Matilde e a sua história, contada ao pé da casa da avó Juju, no dia em que ganhou a sua primeira Barbie.

Aproveitem ESTE POST DELICIOSO, com uma super assinatura, e com grandes dicas e sugestões de um dos fotógrafos mais competentes e encantadores que já vi. 

OBRIGADA, Ricardo!
Pela disponibilidade, pela sensibilidade, pelo interesse e pelo carinho.

Beijinhos em todos e todas!



"Mamã, senta aqui!"




"Quem está à janela?"







A M Veste:

Túnica e calções: Zippy
Elástico de flores: Acessorize
Sapatos em lona: Tino Gonzáles