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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Tal mãe, tal filha



Peças que ficão bem a nós...e à elas.
<3

Um pendant mãe & filha fica sempre bem, mas para mim o segredo é não abusar num look total.
Gosto quando o resultado é discreto, subtil.
Peças iguais, mas com cores diferentes ficam suficientemente a combinar,
e fazem a alegria das miúdas. 
(Qual é a miúda que não quer estar à imagem da mãe?)

Neste post, vemos que dá para brincar com as combinações em looks básicos,
 e apostar no calçado, por exemplo.


Este primeiro já é nosso

(Para nós há tantas opções giras!)


Simplesmente adoro!
Debaixo d'olho!







Aqui o look é total, mas por ser uma peça clássica e em negro, não fica carregado e garantimos muito estilo para as duas!
Para ocasiões especiais ou para uma sessão de fotos em família, this is perfect!


Crie mais opções de pendant AQUI
e aproveite o último dia de Black Friday, com 60% de desconto!

;)


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Crise de identidade...já?


E pronto...estamos com uma crise de identidade em casa. Já começou há uns tempos, e agora ganhou força. "Mamã, eu sou da cor do chocolate!", soltou ela de riso na cara.  É, Matildinha-Matrioska... #sóquenão. :p

Ainda estou a tentar perceber onde tudo começou, mas a verdade é que a criança tem a certezinha de ter um pézinho em África. E no fundo, até tem mesmo...afinal, tem sangue brasileiro a correr nas veias. Bem, mas a cor é que lhe está a faltar...

A primeira boneca foi uma bebé negra de vestido florido e cabelo crespo preso em dois totós. Foi amor à primeira vista. Até hoje, seguem companheiras. Mais tarde, iniciou a loucura das Barbies, mas nenhuma delas lhe encheu as medidas como a princesa Tiana, da Disney. A Jasmin é outra favorita lá em casa. Dos livros, tem fascínio pelo "Menina bonita do laço de fita", que conta a história de um coelho branco encantado por uma negrinha de lábios vermelhos, e que faz de tudo para escurecer o pelo...desde tomar dúzias de café, a mergulhar numa lata de tinta, culminando na descoberta de que  preto nunca poderia ser. É quando decide que filhos assim é que quer ter, e casa-se com uma coelhinha da cor da noite. Ele passa o livro a perguntar: "menina bonita do laço de fita, como fazes para ter a pele tããão pretinha assim?". Bem, a Matilde anda a querer descobrir. Curiosa, pergunta  porque eu sou branca e ela não (como assimmmm, menina?). Se não fosse o seu ar de faz-de-conta, eu ficaria preocupada. :p

Isto, inevitavelmente, me fez questionar uma série de coisas. Primeira: há produção de material suficiente para mudar as ditaduras de padrão às quais somos bombardeados? Ou apesar de tudo, ainda vivemos num mundo em que se fala com distância das possibilidades que vão para além do padrão imposto? Segunda: Onde começa o preconceito? E terceira: Como inverter a situação e criar outros contextos?
O preconceito começa no berço. Começa nos pais, nos avós, na escola. Começa quando não se oferece o mundo e as suas multifacetas. Quando rejeitamos o diferente, e impomos apenas o que é conhecido por nós. Quando não percebemos aquilo que nos falta, aquilo que podemos desvendar e mostrar. Quando não mudamos. Começa quando dizemos o que é bonito, quando decidimos nós pelo outro. Quando só apresentamos uma boneca de mini saia e saltos altos. Quando dizemos que ela é linda, à uma criança gordinha, de sardas e  caracóis nos cabelos. Ou à magricela que é ruiva, ou à pretinha de rabiosque empinado. Quando lhes apontamos a nossa visão de mundo...é quando apontamos o caminho que os nossos pequenos vão seguir. E por isso, custa crer em quem não quer ampliar e transformar os seus espaços conhecidos e tidos como absolutos. Custa saber que ainda não vamos longe, e que vivemos ciclicamente a repetir o que nos foi dito como verdade, sem questionar e criar mais espaços por onde fazer correr as nossas crianças.

Cresci entre nenucos loirinhos, e outras infinidades do género. Cresci num mundo onde a Disney não tinha a Doutora Brinquedos, e nem os cabelos castanhos da princesa Sofia. Não lembro de muitas  bonecas que não fossem loiras-loiríssimas. Era mais fácil ver uma com cabelos azuis, do que uma pretinha. Ora bem, mas cresci rodeada de livros e músicas, e eram eles que me falavam do mundo. Que faziam chegar imagens diferentes à minha cabeça. Múltiplas! Infindáveis! Sem que saíssem apenas de uma fôrma pré-fabricada. Cresci com pais que me faziam chegar estas ferramentas, e que tinham os preconceitos engavetados, sem nunca os deixar sair (quem não os tem?). Nunca os passaram para mim. Louvados sejam! São espertos os meus pais...já na altura, mediam as palavras para não me moldarem as ideias. Para que eu criasse o meu mundo da forma mais rica e verdadeira possível. E tão grata estou. Educar é também isto: saber mudar o que em nós está mal, e saber passar o que vai para além daquilo que nos foi dado. Preconceito não é herança, minha gente. Não se passa a ninguém, não se deixa como presente. Horizontes sim. Largos...a perder de vista.

Ora, ora, ora...tudo isto para dizer que estou contente. Estou contente por perceber que estou a criar gente. G-E-N-T-E. Estou a pôr fermento na Matilde para que ela enfrente o mundo, para que veja toda a sua beleza. Para que não o sinta como um reflexo seu, mas sim para que possa refletir o que mais gosta dele. Para que tire todo o sumo possível desta aventura que é viver. E que em cada cantinho dele, ela não olhe de lado à nada.  Para que eduque os músculos da testa para não franzirem diante do novo. Para que transpire a vontade de abraçar a tudo e a todos, e para que se sinta parte do que a rodeia. 

A construção da identidade se inicia desde muito cedo, e passa pela compreensão dos factos do dia a dia, pelo reconhecimento de características locais e familiares, pela comparação e pelas referências. Por isso, enriqueça o universo do seu filho. 

(Dito isto, agora vou falar sobre o meu último questionamento, e aquele que mais surpresa me causou:

"Por que raios ainda vivo num mundo onde falar em diferença faz lembrar o preconceito???")





E agora vou ali arranjar maneira de pôr a menina pretinha... :p

O Little M está no Facebook e Instagram (@blog_little_m) 



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A miúda e o ballet...


Quando, aos dois anos e meio, a Matilde despertou para a descoberta das actividades extra-curriculares...pediu logo para ir ao ballet. Aos 3 anos, resolvi que sim, que já era altura...e estava tão certa! 

Ontem foi a primeira aula aberta da turma, e a primeira vez portanto, que vi a miúda bailando a sério. Já conhecia os seus dotes artísticos, dos espetáculos diários que dá cá em casa, e já sabia que jeitinho para a coisa não lhe falta. Há meses que todos os dias, põe a dança final do Dirty Dancing no youtube, e reproduz (passo a passo!) a coreografia. 

Dança em frente à TV, na fila das compras, durante as jantaradas nos avós, na hora do banho, na altura de vestir-se...dança, dança e dança. Todos os dias, vezes sem conta, entrego-lhe o meu melhor sorriso...porque é sempre um gigante prazer ver como cresce, como é graciosa, como tem noção do seu corpo e do espaço, como tem ritmo, como encadeia os passos, como é flexível, e sobretudo, como é determinada a fazer sempre melhor. É tão engraçado e querido, perceber que já tem o seu próprio gosto e as suas vontades bem definidas. Ela não escolheu o ballet ao acaso ou só porque sim. Escolheu porque realmente adora estar ali, vestida em cor de rosa, realizando cada tarefa com muito cuidado e atenção. E na verdade, para nós pais, o que interessa mesmo é que saibam escolher por si, e que sejam infinitamente felizes nas suas jornadas. 

Quando entrou na sala do ballet, já vinha cheia de orgulho! Fez a aula sem timidez, sem vergonhas e principalmente, muito contente. Radiante! Ao final da aula, recebeu um miminho dos avós, que mais uma vez encheram o coração da miúda com tanta delicadeza. E que querida que ficou com o seu primeiro ramo de flores! "Pareço uma noiva, mamã! O papá não vai acreditar..." :) 

O que esta meia hora de aula me valeu? Pude ver de pertinho que a actividade que ela escolheu tem mesmo a sua cara, e que sem dúvida, ainda nos vai trazer muitos bons e bonitos momentos. Sorri uma e outra vez, e senti o coração palpável, real. Vi que ela adora o espelho, dá muitos risinhos, e é muito atenta. Tem alguma maturidade para o ballet, mesmo sendo tão pequenina. Não pude deixar de sentir uma alegria mesmo profunda, ao pensar que ela escolheu fazer aquilo que eu fiz por toda a vida. Sem dúvidas que vou estimular este gosto ao máximo, e quando der conta, um dia vou ter trocado de lugar...a menina da minha infância e adolescência, antes bailante, vai então estar na plateia enquanto mãe, e a Matilde vai estar no palco a dançar. Aposto que a minha mãe vai estar ao meu lado, revivendo lembranças e fazendo nascer novas histórias e memórias. ❤️









O primeiro buquet, já a decorar o quarto da miúda






quinta-feira, 10 de abril de 2014

Look...Oops! Passatempo Mom&Baby!


Por estes dias, fui à florista buscar um ramo para a celebração da Páscoa no colégio da Matilde. Quis que levasse uma flor, e a senhora perguntou a idade da pequena. Ao responder, ela disse logo: "então vai ser branca. Para mostrar pureza!". De sorriso no rosto, agradeci com ternura...e pensei: "Em cheio! É o mote perfeito para o novo Passatempo Little M!". Um passatempo que traduz e simboliza a nossa relação com os filhos. Um elo tão marcante...o mais forte que pode existir! 

O mood branco foi escolhido porque diz tudo quando se trata da inocência dos pequenotes, e não por acaso, fala muito sobre a relação mães&filhos. A pureza deste amor é luminosa, resplandecente. Se espalha, multiplica e renasce a todo instante. Aqui e aí em casa. É mesmo assim, e não há como dar a volta. É natureza...e a natureza, minha gente, é uma autêntica fortaleza!














Então, a propósito de momentos nossos com eles, vamos a um Passatempo Mom&Baby? :) É para mães e filhOs! Sim, meninas ou meninos, porque eles também podem brilhar, cheios de pinta! :)



Em parceria com a Silly Idea, vamos oferecer fios Mom&Baby iguais aos nossos! A surpresa é que em conjunto, criamos também um fio para os baby boys cheios de pinta, porque eles merecem ser muuuuito cuidados! :) Mas não é só...porque as mães não ficam esquecidas, a Framboesa4Clothing quis se juntar à festa, e vai oferecer um poncho Liiindo de viver à mamã vencedora!!! Que tal? Três prendas! Não é o máximo? :) 



Fios com as nossas iniciais...tão simbólico! Tão Giro!!!
Para rapaz, o fio sem as contas em cor de rosa. ;)

Este poncho tem sido um sucesso!
Cheio de pinta...porque mamãs também se cuidam! ;)


Passatempo Mom&Baby!

Para concorrer, basta seguir os seguintes passos:

Fazer o like na página do Little M (AQUI)
Fazer o like na página da Silly Idea (AQUI)
Fazer o like na página da Framboesa4Clothing (AQUI)
Comentar a frase "Eu Quero!" na publicação deste post no Facebook

Serão validadas até 3 participações por pessoa, e o sorteio será realizado via Random.

Podem concorrer até o dia 17 de Abril. ;)

Neste Post, vestimos:

A Little M
Vestido Mini Maison
Fio Silly Idea

Mamã Little M
Saia Framboesa4Clothing
Fio Silly Idea
Camisola Zara
Botins Zara




terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bem vindo, Sr. Outono...

Ele chegou. De mansinho, a ser um querido.
O Outono iniciou o seu novo percurso, ainda anunciando um sol quente de verão.
Mas apesar das altas temperaturas, já sabemos que ele veio para ficar...
E que está na hora de mudar o guarda-roupa, o que pode ser delicioso.

Quem não gosta de fazer as compras da nova estação? 
Nós por aqui, já demos a largada e já compramos algumas coisinhas.
Uns bons sapatos, giros, confortáveis e versáteis já calçam os pezinhos da princesa Matilde.
Umas quantas peças já estão na nossa mira, por serem absolutamente deliciosas.
Mas por enquanto, ainda reinam os bracinhos de fora, e pernaças ao léu...

Quem nos acompanha mais de perto, vai vendo que adoramos acessórios.
Não dispenso um big laçarote para compor os looks mais clássicos dos dias frios,
e para finalizar qualquer look, trouxe do verão uma peça que para mim, é indiscutivelmente essencial.
Os colares saem agora da estação quente, e ganham novas cores, mais suaves, mais terra.
Adoro ver miúdos e miúdas com um colar giro. Adoro! 
Acho que ficam arranjadinhos, cuidados.

Neste início de estação, repeti a marca que fez as nossas delícias no calor.
Desta vez, com uma novidade. A fazer pendant com a mamã.
Quando escolhi o conjunto, já sabia que a ideia era gira...
Mas foi quando o recebi e coloquei o meu ao pescoço, que me dei conta do seu significado.

A Matilde tinha acabado de entrar na escola, e estávamos a viver a segunda semana de "separação". 
Quando pus o meu colar, um sentimento de proximidade apoderou-se de mim, e de certa forma,
senti-me confortável e aconchegada, como se ela, a Matilde, estivesse mais junto a mim.
É curioso este poder que determinadas peças têm. O de ligar, unir, dar cola.
Ainda que de forma simbólica, mas o que seria de nós se não tivéssemos a capacidade de dar significado às coisas, também às materiais?!

Eu fiquei emocionada, e a primeira coisa que fiz foi escrever para a dona da marca,
falando do que senti...agradecendo por aquilo tudo.
Há pessoas que conseguem nos emocionar com aquilo que fazem.
Há pessoas que chegam mais perto do nosso coração.
A Jujux Pedras Naturais é assim...
E eu estou apaixonada pelo lançamento desta nova linha de colares baby,
sempre com a possibilidade de fazer pendant com as mães.
Basta escolher as pedras que mais gostam, e transformar isto num laço entre mães e filhas.
Não é o máximo? 
O nosso já não sai do pescoço...principalmente o meu, de mãe saudosa da cria.

Nós escolhemos um conjunto em jade, ágata verde, ágata lavanda e ametista, com fecho em quartzo rosa.
Uma peça feita para durar uma vida...e quem sabe um dia, servir de elo entre as nossas filhas e as nossas netas.
Um must!!!

E porque vocês também são mães babadas e cheias de pinta...
A Jujux vai oferecer um kit pendant mãe & filha à escolha! 
:)

Pois é...eis o nosso primeiro giveaway!!!

Espreitem as regras depois das fotos!


























O que fazer para ganhar o kit mãe & filha da Jujux??

- fazer o like na página do Little M no Facebook
-fazer o like da página da Jujux Pedras Naturais no Facebook
-partilhar 3 vezes este link do giveaway em modo PÚBLICO*
-comentar no link "EU QUERO!"

Têm até ao dia 03 de Outubro para participar!!!
Boa sorteeeee! ;)

*a partilha do link no Facebook deve ser feita 3 vezes, em modo de partilha pública, ou não será considerada válida a participação.

(Será contabilizada uma participação por pessoa, e o sorteio será realizado através do Random)


Nova colecção de colares baby da Jujux:







A Matilde veste:

-Colar baby: Jujux
-Macaco: MIM
-Merceditas em veludo: Chocolate às Cores
-Laço XL: Rosa e Azul




Beijinhos cá de casa!!!





segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma carta para ti (II)



Passa pouco da meia-noite. Antes, estaria aqui a escrever um post sobre moda. Muito provavelmente, sobre as roupas que mais me encantam neste "anunciar de Outono". Ou sobre os saldos, não sei. Já não consigo pensar propriamente neste tipo de assunto, que vão -para já- ficando pelo nosso Facebook. 

Antes. Sim, tenho de dividir o tempo entre o antes e o depois do alçar voo da minha menina. Foram quase 27 meses em casa com a minha princesa, o meu amor maior. Mais de 2 anos entregues ao exercício daquilo para o qual fui talhada para ser mesmo, mesmo muito boa. Sem falsas modéstias, porque isto de ter um blog serve exactamente para desaguar a verdade que se sente. E eu sinto assim.

Antes deste tempo de escola, não lembro de adormecer a Matilde antes das 22h. Hoje, com a rotina instalada, às 20h30 reina um silêncio de inverno. Frio, frio, frio. Acabo por sentir saudades da minha grande, a melhor, companheira. Me apanho a dormir num colchão colocado no seu quarto, sem grandes necessidades, mas apenas para matar um bocadinho de saudade da sua presença. O corte,também  para mim, tem sido complicado...doloroso. Saber e sentir que passa mais horas acordada na escola, e não debaixo das minhas asas...dói. Fisicamente mesmo, como disse hoje à querida Tia Cocas, que começa a ensaiar o mesmo bailado. 

Quando engravidei, estava a trabalhar. Quando a Matilde nasceu, tinha acabado de encerrar um contrato, e achamos por bem que eu estivesse com ela por um ano. Um ano que se prolongou...e que me permitiu ser o mais feliz que me lembro. Agora, vejo a minha cria iniciar um bater de asas, e estremeço as minhas para voarmos ao mesmo tempo. 

Ser mãe é a mais bela das tarefas humanas, e que me perdoem os pais. Mãe é um ser capaz de se tornar gigante. Capaz de abrigar o mundo, cegar a dor, e fortalecer a vida. Pai também é, um dia, mais tarde. Mas à parte das discussões de sexo... Sinto-me infinitamente maior, juro, por ser mãe da Matilde. Não imagino uma existência que não fosse a de ser maternalmente responsável. A maternidade define muito de quem eu sou, e pouco consigo lembrar da vida independente de não-mãe.  Sou tão infinitamente mãe...que não consegui descansar um único minuto antes de sentir a minha cria verdadeiramente tranquila neste princípio de "vida académica".

A semana passada foi para esquecer. Mas eu eu não esqueço. Vocês, que passaram pelo mesmo, também não...eu sei. Tantas foram as mensagens que eu recebi. Tantas! De mães a aconselhar, a acalmar, a desabafar...mães que, como eu e como mil, sofrem aquela dor aguda de separar-se de um filho. Como se explica isto a quem não sabe o que é? Sim, porque alguns podem pensar que isto é uma autêntica dramaturgia. Mas não.

Confesso ser uma mãe galinha e um tanto controladora. Como a minha mãe costuma dizer, "é preciso trabalhar esta questão". Durante a primeira semana de infantário da Matilde, ouvi o seu choro e a sua agonia. Telefonei e bati à porta tantas vezes quanto o bom senso permitiu. Não saí de casa, na inconsciente ideia de estar mais perto da cria, já que a escolinha fica mesmo à distância de um elevador. Sofri e chorei com o som das suas lágrimas, mas não me consegui afastar das janelas. Não se enganem. Fui forte. Forte como era preciso. Cumpri a minha tarefa de resistir à dor e à separação. Sobretudo, de resistir às dúvidas. Sou daquelas pessoas que só desistem do que não interessa, e quando o contrário acontece, entrego o coração e a alma ao aprendizado e à luta. E assim o fiz, com todas as emoções a fervilhar 24h por dia. Sim, é pleonasmo.

Sofri a dor sofrida, que é como quem se repete, até descobrir o flutuar prazeroso da confiança. Descobri que fui capaz de escolher o melhor dos infantários para a Matilde. Descobri que não há ali dentro, uma única pessoa a quem eu possa torcer o nariz. Descobri que há gente disposta a ser grande e a ser inteiro, e que não deixa uma mãe afligir-se sem uma palavra de amizade. Palavra esta que é repetida diariamente, como num mantra de paciência. E mais uma vez me repito, sim.

Descobri que há gente capaz de falar com voz de veludo, mesmo após 8 dias de tortura chorosa. Descobri que há gente que batalha pelo mesmo que eu, e que qualquer pai que entrega um filho. Descobri que de longe, há gente capaz de entrar pelas minhas janelas e abraçar o meu coração, enquanto oferece "colinho" à minha cria. Vi o quão belo é ver a Matilde voar num escorrega e navegar numa piscina de bolas. Correr entre crianças, enquanto ensaia as primeiras trocas de palavras. Enquanto eu recebo um telefonema a pedir para ir à janela contemplar o iniciar da tão esperada socialização da minha filha. Um passo que nunca na vida me vou esquecer.

Agora, dorme serena a minha criança. Tem os olhos rasgados num sono profundo, um traço tão particular, herdado do pai. Aquela expressão horizontal, de pestanas infinitas. Fala a dormir com a mais bela voz que ouvi. Grave e aguda, quase rouca enquanto repousa. Há pouco, sentiu que eu entrava no quarto e pediu o "leitinho", mesmo a dormir o seu sono profundo de criança crescida. Bebeu tudo, enquanto me fazia miminhos com as mãos quentes e suaves, absolutamente macias como o pêlo. E eu, ainda de perto, senti saudades pelo amanhã. Senti, e sinto, mesmo tantas saudades...dos dias em que as manhãs eram eternas, num enrolar de abracinhos e sonhos. De soninhos pequeninos e entrelaçados, enquanto eu tinha cuidado e fazia silêncio ao sair da sua beira para ir tratar da vida real. Enquanto esta vida real era bela pelo seu dormir aconchegado entre lençóis e mantas, minuciosamente envolvidos por mim.

Agora repousa no seu descansar de menina que vai para a escola, e que aos poucos ganha forças para existir sem mim. Eu, mesmo que contra-natura, aceito e reforço o seu vencer. Quero que "seja" para além de mim. Quero que guarde para sempre o que eu lhe ofereço, mas que seja capaz de encontrar a Matilde que é, num mundo onde eu não esteja. No seu mundo. Num mundo onde eu não estou para aconchegar, mas que eu preparei para ela. Macio, limpo, sereno. Como as mantas em que lhe embrulhei há pouco.

"Minha filha Mais-Que-Amada, este texto é para ti. Só para ti. Para que leias e saibas, mesmo que tenhas esquecido, que este momento de deixar-te planar voo me doeu, me custou...mas que valeu. Porque já me mostras que fiz a opção certa, e que fui exacta ao perceber o que precisavas. Espero ser sempre assim para ti. Espero ter todas as tuas respostas, e receio que não. Mas vou ter sempre guardado e pronto a oferecer, o calor que sentiste quando deitaste à minha beira nos teus primeiros anos de vida.

Te amo para além do infinito.

Mamã Lua."















sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Estreia na Escola: O que vestir?


A escola ainda é para mim um terreno delicado, no qual vou pisando com algum pesar e com muitas dúvidas. Mas é por acreditar no valor deste espaço, que alimento e carrego as energias para nos tornar maior, a mim e à Matilde. Tenho falado imenso disto no Facebook e AQUI e AQUI, e não é para isto que vai servir este post.

Quero falar agora das delícias que envolvem este processo. Quando decidimos que está na hora de apresentar este novo mundo aos nossos filhos, somos tomados por uma alegria, uma excitação deliciosa. À parte de todos os receios e de todas as dificuldades, vamos vivendo os prazeres de apresentar à criança este lugar de aprendizado, socialização, e sobretudo, de crescimento. Ficamos animados com os preparativos, e tudo o que envolve e antecede os primeiros dias de descoberta. Um destes prazeres é a escolha do guarda roupa. Para mim, que sempre dei a este tópico uma especial atenção, ir às comprar foi uma gostosura.

Contrariando o que tenho feito até agora, que é priorizar as marcas portuguesas e as compras pela internet, fui ao shopping e meti mãos à obra. Antes de sair de casa, já tinha bem definido tudo aquilo que queria trazer para casa. Roupa prática, gira e confortável. Um ponto importante: que tivesse bom preço. Já tinha espreitado a nova colecção da Zippy e já estava deliciada. Tinha comprado em finais de Agosto, uma túnica branca e uns calções de ganga que vocês podem ver AQUI. Adorei o resultado e não pensei duas vezes antes de escolher este tipo de look para a escola. E vou mostrar para vocês o que consegui fazer com, mais ou menos, 100 euros. 13 peças novas moram cá em casa. Uma pechincha, não?!








Nas últimas fotos, 4 t-shirts: duas básicas, e duas com padrão. Ideais para levar na mochila para a troca, e quando o tempo frio chegar, para usar como interiores.

Uns dias antes, junto com a túnica branca e os calções em ganga, comprei também estas galochas deliciosas...gostam? Acho que são ideais para as idas ao parque no Outono. O preço? 9,99. :)





Até ao dia 8 de Setembro, a Zippy está com uma promoção que é de aproveitar. A cada 25 euros, dá 5 de desconto imediato. Mas atenção: as compras têm de ser feitas separadamente, pois só é oferecido um desconto por talão. Eu fiz 4 compras em separado para aproveitar melhor.

Espero que tenham gostado desta nova onda dos "Looks da M". :)

Muitos beijinhos, desta mãe que está a ouvir a cria no parquinho da escola...só para confirmar que não há muito choro... :p