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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Uma prenda que dispensa sorteio

Quando nos vamos tornar pais, uma avalanche de sentimentos domina tudo. No instante em que descobrimos que não estamos sozinhos, é que tudo –tudo mesmo- acontece. O que pensamos e o que sentimos passa a ter uma proporção gigante. As dúvidas saltam dia e noite. A ansiedade toma conta de cada pedacinho do nosso corpo. Já nada é como antes, e a única certeza que abraçamos é SABER QUE QUEREMOS O MELHOR para aquela vida que carregamos.

Há imensos tópicos que nos tiram do sério, que nos deixam malucos, que geram infinitas ponderações... e tudo em prol de sermos muito melhores do que alguma vez fomos na vida. Tudo, tudo tem outra dimensão, e nós só queremos ACERTAR.  Nesta altura de espera, errar não é humano para nós. Acreditamos cegamente que não há espaços para enganos. Queremos, arriscamos, e temos a certeza de que vamos ser top. Porque vamos ser, é verdade. Só que ainda não sabemos, até então, que errar faz parte do processo...E que assim, neste caminho onde saltam decisões por tomar, só ficamos mais fortes com cada escolha que fazemos.

Oferecer o melhor que pudermos e optar da melhor forma que conseguirmos é a única opção. Desde a primeira roupinha a todas as outras que se seguirão. Desde o nome à escolha do quarto. Das grandes dúvidas que tive foi sobre a criopreservação das células estaminais do cordão umbilical. Ui! Tantas voltas que isto deu à minha cabeça. Ainda hoje, é um tema polêmico, delicado e muito debatido. Para mim a opção a tomar é uma só: decidir por aquilo que nos dá mais segurança. E certo, certinho mesmo, é que hoje o transplante das células estaminais do cordão é utilizado para o tratamento de 80 doenças. Isto já dá o que pensar. E como!

Em Portugal, a Cytothera foi a primeira empresa a lançar o serviço, e este ano celebra o seu 10º aniversário! J Para comemorar, eu e a marca queremos oferecer um miminho a todas as mães leitoras do blog, para que todas tenham a oportunidade de pensar no assunto. E não só...porque também há mais "na caixa". Não há cá sorteios e não há cá histórias. Quem quiser receber o miminho, basta imprimir o voucher abaixo e apresentar no acto da compra. E pronto, está feito. Mais fácil e mais querido, impossível. J

Oferta de um kit composto por:
1 Halibut Derma Creme Anti-estrias + 1 Oleoban Creme Bebé 
+ Kit criopreservação (no valor de 75€) 
+ 30% de desconto nos serviços Cytothera!



Para entender e saber mais sobre a Cytothera:
-Cobertura de aplicação terapêutica – comparticipação das despesas até 20.000€, em caso de utilização das células pelo próprio ou núcleo familiar restrito.
-Recebem o convite para visitar as instalações, conhecer a equipa e assistir a todo o processo.
-Podem aderir por telefone!
-Têm um gestor responsável pelo acompanhamento de todo o processo.
-Recebem o Kit Cytothera devidamente equipado com bolsas de frio, não necessitando de refrigeração antes ou depois do parto, com a garantia de manter a qualidade das células até ao seu processamento.
-Aderem automaticamente a um serviço exclusivo desta marca, que detém a patente do método de isolamento de células (permite a aplicação das células estaminais numa operação, e que estas estejam prontas a utilizar num momento de necessidade).


Espero que adorem, que pensem no assunto, e que sobretudo, escolham sempre a melhor opção.
;)

Beijinhos, família!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Crise de identidade...já?


E pronto...estamos com uma crise de identidade em casa. Já começou há uns tempos, e agora ganhou força. "Mamã, eu sou da cor do chocolate!", soltou ela de riso na cara.  É, Matildinha-Matrioska... #sóquenão. :p

Ainda estou a tentar perceber onde tudo começou, mas a verdade é que a criança tem a certezinha de ter um pézinho em África. E no fundo, até tem mesmo...afinal, tem sangue brasileiro a correr nas veias. Bem, mas a cor é que lhe está a faltar...

A primeira boneca foi uma bebé negra de vestido florido e cabelo crespo preso em dois totós. Foi amor à primeira vista. Até hoje, seguem companheiras. Mais tarde, iniciou a loucura das Barbies, mas nenhuma delas lhe encheu as medidas como a princesa Tiana, da Disney. A Jasmin é outra favorita lá em casa. Dos livros, tem fascínio pelo "Menina bonita do laço de fita", que conta a história de um coelho branco encantado por uma negrinha de lábios vermelhos, e que faz de tudo para escurecer o pelo...desde tomar dúzias de café, a mergulhar numa lata de tinta, culminando na descoberta de que  preto nunca poderia ser. É quando decide que filhos assim é que quer ter, e casa-se com uma coelhinha da cor da noite. Ele passa o livro a perguntar: "menina bonita do laço de fita, como fazes para ter a pele tããão pretinha assim?". Bem, a Matilde anda a querer descobrir. Curiosa, pergunta  porque eu sou branca e ela não (como assimmmm, menina?). Se não fosse o seu ar de faz-de-conta, eu ficaria preocupada. :p

Isto, inevitavelmente, me fez questionar uma série de coisas. Primeira: há produção de material suficiente para mudar as ditaduras de padrão às quais somos bombardeados? Ou apesar de tudo, ainda vivemos num mundo em que se fala com distância das possibilidades que vão para além do padrão imposto? Segunda: Onde começa o preconceito? E terceira: Como inverter a situação e criar outros contextos?
O preconceito começa no berço. Começa nos pais, nos avós, na escola. Começa quando não se oferece o mundo e as suas multifacetas. Quando rejeitamos o diferente, e impomos apenas o que é conhecido por nós. Quando não percebemos aquilo que nos falta, aquilo que podemos desvendar e mostrar. Quando não mudamos. Começa quando dizemos o que é bonito, quando decidimos nós pelo outro. Quando só apresentamos uma boneca de mini saia e saltos altos. Quando dizemos que ela é linda, à uma criança gordinha, de sardas e  caracóis nos cabelos. Ou à magricela que é ruiva, ou à pretinha de rabiosque empinado. Quando lhes apontamos a nossa visão de mundo...é quando apontamos o caminho que os nossos pequenos vão seguir. E por isso, custa crer em quem não quer ampliar e transformar os seus espaços conhecidos e tidos como absolutos. Custa saber que ainda não vamos longe, e que vivemos ciclicamente a repetir o que nos foi dito como verdade, sem questionar e criar mais espaços por onde fazer correr as nossas crianças.

Cresci entre nenucos loirinhos, e outras infinidades do género. Cresci num mundo onde a Disney não tinha a Doutora Brinquedos, e nem os cabelos castanhos da princesa Sofia. Não lembro de muitas  bonecas que não fossem loiras-loiríssimas. Era mais fácil ver uma com cabelos azuis, do que uma pretinha. Ora bem, mas cresci rodeada de livros e músicas, e eram eles que me falavam do mundo. Que faziam chegar imagens diferentes à minha cabeça. Múltiplas! Infindáveis! Sem que saíssem apenas de uma fôrma pré-fabricada. Cresci com pais que me faziam chegar estas ferramentas, e que tinham os preconceitos engavetados, sem nunca os deixar sair (quem não os tem?). Nunca os passaram para mim. Louvados sejam! São espertos os meus pais...já na altura, mediam as palavras para não me moldarem as ideias. Para que eu criasse o meu mundo da forma mais rica e verdadeira possível. E tão grata estou. Educar é também isto: saber mudar o que em nós está mal, e saber passar o que vai para além daquilo que nos foi dado. Preconceito não é herança, minha gente. Não se passa a ninguém, não se deixa como presente. Horizontes sim. Largos...a perder de vista.

Ora, ora, ora...tudo isto para dizer que estou contente. Estou contente por perceber que estou a criar gente. G-E-N-T-E. Estou a pôr fermento na Matilde para que ela enfrente o mundo, para que veja toda a sua beleza. Para que não o sinta como um reflexo seu, mas sim para que possa refletir o que mais gosta dele. Para que tire todo o sumo possível desta aventura que é viver. E que em cada cantinho dele, ela não olhe de lado à nada.  Para que eduque os músculos da testa para não franzirem diante do novo. Para que transpire a vontade de abraçar a tudo e a todos, e para que se sinta parte do que a rodeia. 

A construção da identidade se inicia desde muito cedo, e passa pela compreensão dos factos do dia a dia, pelo reconhecimento de características locais e familiares, pela comparação e pelas referências. Por isso, enriqueça o universo do seu filho. 

(Dito isto, agora vou falar sobre o meu último questionamento, e aquele que mais surpresa me causou:

"Por que raios ainda vivo num mundo onde falar em diferença faz lembrar o preconceito???")





E agora vou ali arranjar maneira de pôr a menina pretinha... :p

O Little M está no Facebook e Instagram (@blog_little_m) 



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A miúda e o ballet...


Quando, aos dois anos e meio, a Matilde despertou para a descoberta das actividades extra-curriculares...pediu logo para ir ao ballet. Aos 3 anos, resolvi que sim, que já era altura...e estava tão certa! 

Ontem foi a primeira aula aberta da turma, e a primeira vez portanto, que vi a miúda bailando a sério. Já conhecia os seus dotes artísticos, dos espetáculos diários que dá cá em casa, e já sabia que jeitinho para a coisa não lhe falta. Há meses que todos os dias, põe a dança final do Dirty Dancing no youtube, e reproduz (passo a passo!) a coreografia. 

Dança em frente à TV, na fila das compras, durante as jantaradas nos avós, na hora do banho, na altura de vestir-se...dança, dança e dança. Todos os dias, vezes sem conta, entrego-lhe o meu melhor sorriso...porque é sempre um gigante prazer ver como cresce, como é graciosa, como tem noção do seu corpo e do espaço, como tem ritmo, como encadeia os passos, como é flexível, e sobretudo, como é determinada a fazer sempre melhor. É tão engraçado e querido, perceber que já tem o seu próprio gosto e as suas vontades bem definidas. Ela não escolheu o ballet ao acaso ou só porque sim. Escolheu porque realmente adora estar ali, vestida em cor de rosa, realizando cada tarefa com muito cuidado e atenção. E na verdade, para nós pais, o que interessa mesmo é que saibam escolher por si, e que sejam infinitamente felizes nas suas jornadas. 

Quando entrou na sala do ballet, já vinha cheia de orgulho! Fez a aula sem timidez, sem vergonhas e principalmente, muito contente. Radiante! Ao final da aula, recebeu um miminho dos avós, que mais uma vez encheram o coração da miúda com tanta delicadeza. E que querida que ficou com o seu primeiro ramo de flores! "Pareço uma noiva, mamã! O papá não vai acreditar..." :) 

O que esta meia hora de aula me valeu? Pude ver de pertinho que a actividade que ela escolheu tem mesmo a sua cara, e que sem dúvida, ainda nos vai trazer muitos bons e bonitos momentos. Sorri uma e outra vez, e senti o coração palpável, real. Vi que ela adora o espelho, dá muitos risinhos, e é muito atenta. Tem alguma maturidade para o ballet, mesmo sendo tão pequenina. Não pude deixar de sentir uma alegria mesmo profunda, ao pensar que ela escolheu fazer aquilo que eu fiz por toda a vida. Sem dúvidas que vou estimular este gosto ao máximo, e quando der conta, um dia vou ter trocado de lugar...a menina da minha infância e adolescência, antes bailante, vai então estar na plateia enquanto mãe, e a Matilde vai estar no palco a dançar. Aposto que a minha mãe vai estar ao meu lado, revivendo lembranças e fazendo nascer novas histórias e memórias. ❤️









O primeiro buquet, já a decorar o quarto da miúda






sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A nossa sessão de Natal...


Foi a meio de um dia frio-frio-frio, que encontramos a Elisabete e a Ângela, para gravar no eterno o nosso final de ano. Foi sem pretensões que nos entregamos em sorrisos, e que mostramos um bocadinho de nós. Mas a lente da Elisabete viu mais...viu tanto, que aqueceu. Hoje, uma sexta-feira cinzenta e gelada, abri o meu email e deixei que estas duas voltassem a levar o meu coração ao colo...ora bem, vocês vão concordar comigo. ;)

Foram uns minutos de sossego, de abracinhos, de amor e pura cumplicidade. Tão naturais de nós, que me surpreendeu este resultado tão belo. É como se pudesse ver de fora, aquilo que somos sempre. Sem truques, sem artimanhas. Só nós as duas, e todo o carinho que nos une incondicionalmente. 

A Ângela (ou, Mary Poppins, para os mais chegados) tomou as rédeas do espaço, e deixou tudo em clima de Natal. Como sempre, foi a fada que faz a magia dos cenários parecerem parte de nós (e faz uns doces que são de tarar!). Adoro o toque Pinterest que tem o seu trabalho, sempre tão cool! A casa feita em cartão é tão queeeriiiida! Uma ideia super gira para "testarem" aí em casa...

Se ainda têm alguma dúvida, se querem surpreender alguém querido, fica aqui uma ideia TOP para oferecer neste Natal...aos avós, aos padrinhos, aos primos, aos melhores amigos...ou a si! Quem AINDA não experimentou fazer uma sessão de fotos, que se apresse. Vale muito a pena! Das prendas mais GIRAS que podem existir! Espreitem AQUI as Mini Sessões de fotos com a Elisabete Family Photo. Algo que eu adoraria receber, e que garanto, é assim com toda a gente! 
(Quando recebi as imagens, não pude deixar de sentir uma vontade enorme de abraçar a mulher de tanto talento e alma, que é a Elisabete...)

AMEI o resultado, a luz, a intimidade, e os tons de cinza, que prendem muuuito menos que o tradicional vermelho, se quisermos aproveitar as fotos para decorar o ano inteiro. Se quisermos dar um ar mais festivo à algumas imagens, os acessórios caem super bem. 




















Fotografias por Elisabete Family Photo
Decor e Produção por Mary Poppins - Childcare
Mais Decor por Perfect Home

A Matilde veste:
Vestido Mini Maison
Collants pretos Calzedonia
Merceditas em veludo Pisamonas


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Look...Oops! Passatempo Mom&Baby!


Por estes dias, fui à florista buscar um ramo para a celebração da Páscoa no colégio da Matilde. Quis que levasse uma flor, e a senhora perguntou a idade da pequena. Ao responder, ela disse logo: "então vai ser branca. Para mostrar pureza!". De sorriso no rosto, agradeci com ternura...e pensei: "Em cheio! É o mote perfeito para o novo Passatempo Little M!". Um passatempo que traduz e simboliza a nossa relação com os filhos. Um elo tão marcante...o mais forte que pode existir! 

O mood branco foi escolhido porque diz tudo quando se trata da inocência dos pequenotes, e não por acaso, fala muito sobre a relação mães&filhos. A pureza deste amor é luminosa, resplandecente. Se espalha, multiplica e renasce a todo instante. Aqui e aí em casa. É mesmo assim, e não há como dar a volta. É natureza...e a natureza, minha gente, é uma autêntica fortaleza!














Então, a propósito de momentos nossos com eles, vamos a um Passatempo Mom&Baby? :) É para mães e filhOs! Sim, meninas ou meninos, porque eles também podem brilhar, cheios de pinta! :)



Em parceria com a Silly Idea, vamos oferecer fios Mom&Baby iguais aos nossos! A surpresa é que em conjunto, criamos também um fio para os baby boys cheios de pinta, porque eles merecem ser muuuuito cuidados! :) Mas não é só...porque as mães não ficam esquecidas, a Framboesa4Clothing quis se juntar à festa, e vai oferecer um poncho Liiindo de viver à mamã vencedora!!! Que tal? Três prendas! Não é o máximo? :) 



Fios com as nossas iniciais...tão simbólico! Tão Giro!!!
Para rapaz, o fio sem as contas em cor de rosa. ;)

Este poncho tem sido um sucesso!
Cheio de pinta...porque mamãs também se cuidam! ;)


Passatempo Mom&Baby!

Para concorrer, basta seguir os seguintes passos:

Fazer o like na página do Little M (AQUI)
Fazer o like na página da Silly Idea (AQUI)
Fazer o like na página da Framboesa4Clothing (AQUI)
Comentar a frase "Eu Quero!" na publicação deste post no Facebook

Serão validadas até 3 participações por pessoa, e o sorteio será realizado via Random.

Podem concorrer até o dia 17 de Abril. ;)

Neste Post, vestimos:

A Little M
Vestido Mini Maison
Fio Silly Idea

Mamã Little M
Saia Framboesa4Clothing
Fio Silly Idea
Camisola Zara
Botins Zara




segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma carta para ti (II)



Passa pouco da meia-noite. Antes, estaria aqui a escrever um post sobre moda. Muito provavelmente, sobre as roupas que mais me encantam neste "anunciar de Outono". Ou sobre os saldos, não sei. Já não consigo pensar propriamente neste tipo de assunto, que vão -para já- ficando pelo nosso Facebook. 

Antes. Sim, tenho de dividir o tempo entre o antes e o depois do alçar voo da minha menina. Foram quase 27 meses em casa com a minha princesa, o meu amor maior. Mais de 2 anos entregues ao exercício daquilo para o qual fui talhada para ser mesmo, mesmo muito boa. Sem falsas modéstias, porque isto de ter um blog serve exactamente para desaguar a verdade que se sente. E eu sinto assim.

Antes deste tempo de escola, não lembro de adormecer a Matilde antes das 22h. Hoje, com a rotina instalada, às 20h30 reina um silêncio de inverno. Frio, frio, frio. Acabo por sentir saudades da minha grande, a melhor, companheira. Me apanho a dormir num colchão colocado no seu quarto, sem grandes necessidades, mas apenas para matar um bocadinho de saudade da sua presença. O corte,também  para mim, tem sido complicado...doloroso. Saber e sentir que passa mais horas acordada na escola, e não debaixo das minhas asas...dói. Fisicamente mesmo, como disse hoje à querida Tia Cocas, que começa a ensaiar o mesmo bailado. 

Quando engravidei, estava a trabalhar. Quando a Matilde nasceu, tinha acabado de encerrar um contrato, e achamos por bem que eu estivesse com ela por um ano. Um ano que se prolongou...e que me permitiu ser o mais feliz que me lembro. Agora, vejo a minha cria iniciar um bater de asas, e estremeço as minhas para voarmos ao mesmo tempo. 

Ser mãe é a mais bela das tarefas humanas, e que me perdoem os pais. Mãe é um ser capaz de se tornar gigante. Capaz de abrigar o mundo, cegar a dor, e fortalecer a vida. Pai também é, um dia, mais tarde. Mas à parte das discussões de sexo... Sinto-me infinitamente maior, juro, por ser mãe da Matilde. Não imagino uma existência que não fosse a de ser maternalmente responsável. A maternidade define muito de quem eu sou, e pouco consigo lembrar da vida independente de não-mãe.  Sou tão infinitamente mãe...que não consegui descansar um único minuto antes de sentir a minha cria verdadeiramente tranquila neste princípio de "vida académica".

A semana passada foi para esquecer. Mas eu eu não esqueço. Vocês, que passaram pelo mesmo, também não...eu sei. Tantas foram as mensagens que eu recebi. Tantas! De mães a aconselhar, a acalmar, a desabafar...mães que, como eu e como mil, sofrem aquela dor aguda de separar-se de um filho. Como se explica isto a quem não sabe o que é? Sim, porque alguns podem pensar que isto é uma autêntica dramaturgia. Mas não.

Confesso ser uma mãe galinha e um tanto controladora. Como a minha mãe costuma dizer, "é preciso trabalhar esta questão". Durante a primeira semana de infantário da Matilde, ouvi o seu choro e a sua agonia. Telefonei e bati à porta tantas vezes quanto o bom senso permitiu. Não saí de casa, na inconsciente ideia de estar mais perto da cria, já que a escolinha fica mesmo à distância de um elevador. Sofri e chorei com o som das suas lágrimas, mas não me consegui afastar das janelas. Não se enganem. Fui forte. Forte como era preciso. Cumpri a minha tarefa de resistir à dor e à separação. Sobretudo, de resistir às dúvidas. Sou daquelas pessoas que só desistem do que não interessa, e quando o contrário acontece, entrego o coração e a alma ao aprendizado e à luta. E assim o fiz, com todas as emoções a fervilhar 24h por dia. Sim, é pleonasmo.

Sofri a dor sofrida, que é como quem se repete, até descobrir o flutuar prazeroso da confiança. Descobri que fui capaz de escolher o melhor dos infantários para a Matilde. Descobri que não há ali dentro, uma única pessoa a quem eu possa torcer o nariz. Descobri que há gente disposta a ser grande e a ser inteiro, e que não deixa uma mãe afligir-se sem uma palavra de amizade. Palavra esta que é repetida diariamente, como num mantra de paciência. E mais uma vez me repito, sim.

Descobri que há gente capaz de falar com voz de veludo, mesmo após 8 dias de tortura chorosa. Descobri que há gente que batalha pelo mesmo que eu, e que qualquer pai que entrega um filho. Descobri que de longe, há gente capaz de entrar pelas minhas janelas e abraçar o meu coração, enquanto oferece "colinho" à minha cria. Vi o quão belo é ver a Matilde voar num escorrega e navegar numa piscina de bolas. Correr entre crianças, enquanto ensaia as primeiras trocas de palavras. Enquanto eu recebo um telefonema a pedir para ir à janela contemplar o iniciar da tão esperada socialização da minha filha. Um passo que nunca na vida me vou esquecer.

Agora, dorme serena a minha criança. Tem os olhos rasgados num sono profundo, um traço tão particular, herdado do pai. Aquela expressão horizontal, de pestanas infinitas. Fala a dormir com a mais bela voz que ouvi. Grave e aguda, quase rouca enquanto repousa. Há pouco, sentiu que eu entrava no quarto e pediu o "leitinho", mesmo a dormir o seu sono profundo de criança crescida. Bebeu tudo, enquanto me fazia miminhos com as mãos quentes e suaves, absolutamente macias como o pêlo. E eu, ainda de perto, senti saudades pelo amanhã. Senti, e sinto, mesmo tantas saudades...dos dias em que as manhãs eram eternas, num enrolar de abracinhos e sonhos. De soninhos pequeninos e entrelaçados, enquanto eu tinha cuidado e fazia silêncio ao sair da sua beira para ir tratar da vida real. Enquanto esta vida real era bela pelo seu dormir aconchegado entre lençóis e mantas, minuciosamente envolvidos por mim.

Agora repousa no seu descansar de menina que vai para a escola, e que aos poucos ganha forças para existir sem mim. Eu, mesmo que contra-natura, aceito e reforço o seu vencer. Quero que "seja" para além de mim. Quero que guarde para sempre o que eu lhe ofereço, mas que seja capaz de encontrar a Matilde que é, num mundo onde eu não esteja. No seu mundo. Num mundo onde eu não estou para aconchegar, mas que eu preparei para ela. Macio, limpo, sereno. Como as mantas em que lhe embrulhei há pouco.

"Minha filha Mais-Que-Amada, este texto é para ti. Só para ti. Para que leias e saibas, mesmo que tenhas esquecido, que este momento de deixar-te planar voo me doeu, me custou...mas que valeu. Porque já me mostras que fiz a opção certa, e que fui exacta ao perceber o que precisavas. Espero ser sempre assim para ti. Espero ter todas as tuas respostas, e receio que não. Mas vou ter sempre guardado e pronto a oferecer, o calor que sentiste quando deitaste à minha beira nos teus primeiros anos de vida.

Te amo para além do infinito.

Mamã Lua."















sexta-feira, 9 de agosto de 2013

De mamocas ao léu

Este post surge um bocado (para não dizer "muuuito") em cima da hora...mas como não poderia deixar de ser, publico para que muitas mamãs tenham acesso à informação!

Isto de andar de férias, nos deixa um tanto longe de computadores. Estamos a aproveitar instantes mágicos de sol, de luz, de calor. Horas fora de casa, enquanto é permitido ser livre, livre, livre. À rua, à solta! :) Espero que com vocês se esteja a passar o mesmo, e que estejam a curtir um Agosto cheio de gosto! :)

Amanhã, terá lugar no Parque da Cidade (Porto) um evento muito giro. Mamãs, papás e filhotes: não podem faltar! A ideia surgiu cá no Norte, mas se espalhou pelo país...e de Norte a Sul, vai haver muita animação e momentos bem passados! O mote: a amamentação! A razão de ser: O prazer da maternidade.

A Semana Mundial da Amamentação está a chegar, e com ela nasce o pretexto de estarmos todos juntos. Mamãs que amamentam, amamentaram, e gravidinhas...vamos festejar ao sol as delícias da maternidade?! Este será um mega encontro, com reportagem fotográfica e muitos sorrisos trocados. Vamos partilhar, confidenciar, e espalhar a palavra: amamentar é o melhor que há! :)

Então, vamos lá...de branco, de bebé ao colo, de criança ao lado...é amanhã! Sábado, dia 10 de Agosto!
Vejam toda a informação, de todas a cidades que vão participar, e toda a programação!




Dia 10 de Agosto às 16.00h!

DRESS CODE: BRANCO


LOCAIS: 

PORTO: parque da cidade (entrada av. Boavista)
Hora Kindermusik a cargo de Raquel Ferraz Costa
Reportagem fotográfica a cargo de Orquídea Gonçalves - Caixa de luz.
E de Filipa Silva - Photography Baby
Organização a cargo de Rita Varandas (Ritinha Oiver) 917428712

LISBOA: Parque das Nações
Local: Jardim do passeio dos herois do mar, mesmo por baixo do tabuleiro da ponte, com parque de estacionamento. 
Passa lá perto o autocarro 708, cujo percurso é Praça do Chile - Parque das Nações norte
Organização a cargo de Doriana Viana: 911118016 
Kindermusik a cargo de Ana Almeida 
Fotografia a cargo de Andrea Ludovice
E de Tila do Amaral - cantinho das pipokitas
E de Sandra Brito - Imagens4ever

COIMBRA: 
Local: Parque verde do Mondego junto às Docas.
Organização a cargo de Ana Sofia Reis: 916246486
Fotografia a cargo de Lieve Tobback



ALGARVE: 
Local: Fontes de Estombar - Lagoa
Organização a cargo de Andreia Pais: 965466976 e Ana Custódio (Familia Custódio): 962467868
Fotografia a cargo de João Pico


SANTARÉM 
Local: Jardim da Liberdade
Organização a cargo de: Lia Rodrigues 917295434
Fotografia a cargo de Phillipa Avelino

MADEIRA:
Local: Parque de Santa Catarina
Organização a cargo de: Maria Faria 919554836
Fotografo: Nelson Almeida

ALENTEJO:
Local: Vila Nova de Santo André, Parque central
Organização a cargo de Zaida Alves - 936666407
alves.zaida@hotmail.com
Fotografo: FotoSíntese
Contos infantís com Paula Cusati às 17h