quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A preparar coisas giras...


Estivemos a guardar memórias, a criar laços, e a inventar histórias para vos contar.

Entre birras e risinhos...
O som crocante das folhas secas, num anunciar de Outono. 
Um cata-vento e uma disputa. 
Pés descalços, como quem somos.

Onde será que estivemos hoje? 

O nosso adeus ao verão de 2013. Em breve no blog.

Podem suster a respiração. O resultado será de arrasar. :)


E foi assim que começamos...








Vestido: Piupiuchick
Macacão e camisa de gola: Coobie
Elástico de flores: Acessorize
Colar baby: Jujux Pedras Naturais
Sapatos: Pablosky
Cesta: Lovely

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma carta para ti (II)



Passa pouco da meia-noite. Antes, estaria aqui a escrever um post sobre moda. Muito provavelmente, sobre as roupas que mais me encantam neste "anunciar de Outono". Ou sobre os saldos, não sei. Já não consigo pensar propriamente neste tipo de assunto, que vão -para já- ficando pelo nosso Facebook. 

Antes. Sim, tenho de dividir o tempo entre o antes e o depois do alçar voo da minha menina. Foram quase 27 meses em casa com a minha princesa, o meu amor maior. Mais de 2 anos entregues ao exercício daquilo para o qual fui talhada para ser mesmo, mesmo muito boa. Sem falsas modéstias, porque isto de ter um blog serve exactamente para desaguar a verdade que se sente. E eu sinto assim.

Antes deste tempo de escola, não lembro de adormecer a Matilde antes das 22h. Hoje, com a rotina instalada, às 20h30 reina um silêncio de inverno. Frio, frio, frio. Acabo por sentir saudades da minha grande, a melhor, companheira. Me apanho a dormir num colchão colocado no seu quarto, sem grandes necessidades, mas apenas para matar um bocadinho de saudade da sua presença. O corte,também  para mim, tem sido complicado...doloroso. Saber e sentir que passa mais horas acordada na escola, e não debaixo das minhas asas...dói. Fisicamente mesmo, como disse hoje à querida Tia Cocas, que começa a ensaiar o mesmo bailado. 

Quando engravidei, estava a trabalhar. Quando a Matilde nasceu, tinha acabado de encerrar um contrato, e achamos por bem que eu estivesse com ela por um ano. Um ano que se prolongou...e que me permitiu ser o mais feliz que me lembro. Agora, vejo a minha cria iniciar um bater de asas, e estremeço as minhas para voarmos ao mesmo tempo. 

Ser mãe é a mais bela das tarefas humanas, e que me perdoem os pais. Mãe é um ser capaz de se tornar gigante. Capaz de abrigar o mundo, cegar a dor, e fortalecer a vida. Pai também é, um dia, mais tarde. Mas à parte das discussões de sexo... Sinto-me infinitamente maior, juro, por ser mãe da Matilde. Não imagino uma existência que não fosse a de ser maternalmente responsável. A maternidade define muito de quem eu sou, e pouco consigo lembrar da vida independente de não-mãe.  Sou tão infinitamente mãe...que não consegui descansar um único minuto antes de sentir a minha cria verdadeiramente tranquila neste princípio de "vida académica".

A semana passada foi para esquecer. Mas eu eu não esqueço. Vocês, que passaram pelo mesmo, também não...eu sei. Tantas foram as mensagens que eu recebi. Tantas! De mães a aconselhar, a acalmar, a desabafar...mães que, como eu e como mil, sofrem aquela dor aguda de separar-se de um filho. Como se explica isto a quem não sabe o que é? Sim, porque alguns podem pensar que isto é uma autêntica dramaturgia. Mas não.

Confesso ser uma mãe galinha e um tanto controladora. Como a minha mãe costuma dizer, "é preciso trabalhar esta questão". Durante a primeira semana de infantário da Matilde, ouvi o seu choro e a sua agonia. Telefonei e bati à porta tantas vezes quanto o bom senso permitiu. Não saí de casa, na inconsciente ideia de estar mais perto da cria, já que a escolinha fica mesmo à distância de um elevador. Sofri e chorei com o som das suas lágrimas, mas não me consegui afastar das janelas. Não se enganem. Fui forte. Forte como era preciso. Cumpri a minha tarefa de resistir à dor e à separação. Sobretudo, de resistir às dúvidas. Sou daquelas pessoas que só desistem do que não interessa, e quando o contrário acontece, entrego o coração e a alma ao aprendizado e à luta. E assim o fiz, com todas as emoções a fervilhar 24h por dia. Sim, é pleonasmo.

Sofri a dor sofrida, que é como quem se repete, até descobrir o flutuar prazeroso da confiança. Descobri que fui capaz de escolher o melhor dos infantários para a Matilde. Descobri que não há ali dentro, uma única pessoa a quem eu possa torcer o nariz. Descobri que há gente disposta a ser grande e a ser inteiro, e que não deixa uma mãe afligir-se sem uma palavra de amizade. Palavra esta que é repetida diariamente, como num mantra de paciência. E mais uma vez me repito, sim.

Descobri que há gente capaz de falar com voz de veludo, mesmo após 8 dias de tortura chorosa. Descobri que há gente que batalha pelo mesmo que eu, e que qualquer pai que entrega um filho. Descobri que de longe, há gente capaz de entrar pelas minhas janelas e abraçar o meu coração, enquanto oferece "colinho" à minha cria. Vi o quão belo é ver a Matilde voar num escorrega e navegar numa piscina de bolas. Correr entre crianças, enquanto ensaia as primeiras trocas de palavras. Enquanto eu recebo um telefonema a pedir para ir à janela contemplar o iniciar da tão esperada socialização da minha filha. Um passo que nunca na vida me vou esquecer.

Agora, dorme serena a minha criança. Tem os olhos rasgados num sono profundo, um traço tão particular, herdado do pai. Aquela expressão horizontal, de pestanas infinitas. Fala a dormir com a mais bela voz que ouvi. Grave e aguda, quase rouca enquanto repousa. Há pouco, sentiu que eu entrava no quarto e pediu o "leitinho", mesmo a dormir o seu sono profundo de criança crescida. Bebeu tudo, enquanto me fazia miminhos com as mãos quentes e suaves, absolutamente macias como o pêlo. E eu, ainda de perto, senti saudades pelo amanhã. Senti, e sinto, mesmo tantas saudades...dos dias em que as manhãs eram eternas, num enrolar de abracinhos e sonhos. De soninhos pequeninos e entrelaçados, enquanto eu tinha cuidado e fazia silêncio ao sair da sua beira para ir tratar da vida real. Enquanto esta vida real era bela pelo seu dormir aconchegado entre lençóis e mantas, minuciosamente envolvidos por mim.

Agora repousa no seu descansar de menina que vai para a escola, e que aos poucos ganha forças para existir sem mim. Eu, mesmo que contra-natura, aceito e reforço o seu vencer. Quero que "seja" para além de mim. Quero que guarde para sempre o que eu lhe ofereço, mas que seja capaz de encontrar a Matilde que é, num mundo onde eu não esteja. No seu mundo. Num mundo onde eu não estou para aconchegar, mas que eu preparei para ela. Macio, limpo, sereno. Como as mantas em que lhe embrulhei há pouco.

"Minha filha Mais-Que-Amada, este texto é para ti. Só para ti. Para que leias e saibas, mesmo que tenhas esquecido, que este momento de deixar-te planar voo me doeu, me custou...mas que valeu. Porque já me mostras que fiz a opção certa, e que fui exacta ao perceber o que precisavas. Espero ser sempre assim para ti. Espero ter todas as tuas respostas, e receio que não. Mas vou ter sempre guardado e pronto a oferecer, o calor que sentiste quando deitaste à minha beira nos teus primeiros anos de vida.

Te amo para além do infinito.

Mamã Lua."















Etiquetas para a escola



Mamãs, papás, avós, ou quem quer que nos leia e queira indicar...

Já pensaram em como vão marcar as roupas, batas e objectos pessoais dos vossos minúsculos? Sim, porque eu, como marinheira de primeira viagem nessas andanças escolares, descobri no regulamento escolar que tudo deve ser devidamente identificado com o nome da criança. No caso da Matilde, levamos uma mochila que fica lá durante toda a semana, com 5 mudas de roupa e tudo o que for de uso pessoal. Então, como a roupa vai ficar lá, e não é difícil que se faça confusão, decidi ir à procura de uma solução gira, organizada e durável. 

Ora bem, como não poderia deixar de ser, vou partilhar com vocês a minha escolha. Etiquetas fofas.

(Podem encomendar AQUI ou AQUI)



- Etiquetas à prova d'água, ideais para os objectos pessoais (escova e pasta dos dentes, escova de cabelo, toalhitas, e até medicamentos). São resistentes às lavagens e às mãos transpiradas. Há em tamanho mini, para marcar lápis, tesouras, colher, ou o que quiserem! -



 - Etiquetas termoaderentes, ideais para a roupa. Fácil de aplicar e fica uma fofura! -

Há ainda as etiquetas para marcar sapatos e meias, em forma de pezinhos. :)

O processo de compra é super rápido e seguro. As etiquetas chegam em 48h. Podem escolher o tamanho, o tipo de letra, a cor e o desenho. A minha menina é fanática por princesas, por isso escolhi a coroa e ela amou!  :)

Um beijinho grande! 



Resultado final: Super Casting

Chegou o dia de revelar quem são os pequenos e pequenas que vão estar connosco na sessão fotográfica da Mary Poppins - childcare! Preparadas?!

Calma, calma...calma lá, porque antes eu vos quero falar um bocadinho sobre este dia que estamos a preparar. A Mary Poppins é uma delícia de menina que, para além dos serviços de babysitting já oferecidos, lançou-se no mundo da organização de eventos. Assim, resolveu festejar em grande, e proporcionar um dia diferente a 10 miúdos. A ideia de nos juntarmos na organização de um casting, surgiu do nosso encontro no Mercado dos Santos, quando a "Mary" convidou a Matilde para participar. Daí, surgiu a iniciativa que vocês conhecem, e já escolhemos os 9 pequenotes que se vão juntar à minha menina. :) 

A sessão fotográfica vai levar a super assinatura da Ara Medicis Photography. Quem ainda não conhece está a perder um trabalho cheio de qualidades: doce, íntimo e muito profissional. Um contacto obrigatório na nossa listinha, para a eventual necessidade de um fotógrafo. 

Para o dia da sessão, estamos a seleccionar as marcas que vão vestir as nossas estrelas. Por isso, se você é dono (a) de uma marca de roupa/calçado/acessórios e quer ver as suas peças publicadas e partilhadas por nós e pelas mamãs, envie email para littlem.contato@gmail.com, com o seguinte título: guarda-roupa super casting. :) todas as peças apenas serão utilizadas para a sessão fotográfica, e devolvidas às respectivas marcas a seguir.

Às mamãs que tiveram os filhotes seleccionados, marquem já o próximo dia 21. Esta é a data do nosso encontro, quando vamos ter os piolhos todos catitas e em grande festejo sob as lentes da Ara

Às muitas mamãs que enviaram a inscrição e que, infelizmente, não estão entre as escolhidas...não fiquem tristes! Eu e a Mary ficamos de coração partido por ter de deixar tantos miúdos giros de fora...mas tivemos de levar em conta os requisitos que foram criados para a sessão, entre eles, os de definir que bebés até aos 2 anos tinham de ser minoria, para evitar muitas trapalhices durante a sessão, e garantir tipos físicos bastante diferentes entre si. Ou seja, foi um trabalhinho ingrato, porque não é fácil deixar tantas crianças giras e encantadoras de fora. A sério. 

Dito isto, espero que surjam novas experiências , e que continuem a aderir de igual forma. Quem sabe numa próxima oportunidade, a nossa mini estrela seja aí de casa?! ;)

Agora, o resultado final em...

3...
2...
1...




- Carolina, mamã Joana da Cunha.
- David, mamã Mariana Pinheiro.
- Francisco, mamã "Momentos Perfeitos".
- José Duarte, mamã Maria Rodrigues.
- Luís Henrique, mamã Débora Luís.
- Mariana, mamã  Andreia Moreira.
- Sofia, mamã Sónia Pontes.
- Tiago, mamã Ana Patrícia.
- Francisca, mamã Carla Antunes.

Mamãs, por favor enviem email com contacto! :) Parabééénssssssssssssssssss!!!!!!!!!

Muitos beijinhos a todas, e até breve!!!



   

                                                       -Ara Medicis Photography-

                  




sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Novidade Portuguesa, com certeza!


Este post é curtinho, mas não poderia faltar.
Já conhecem a Little Heaven???
Uma marca recém criada, que abriu as portas do seu mundo há uma semana...
e que promete dar o que falar.

As três primeiras peças de lançamento são de fazer babar!

Espreitem este pedacinho de céu e façam o like, porque vem aí novidades.










Estreia na Escola: O que vestir?


A escola ainda é para mim um terreno delicado, no qual vou pisando com algum pesar e com muitas dúvidas. Mas é por acreditar no valor deste espaço, que alimento e carrego as energias para nos tornar maior, a mim e à Matilde. Tenho falado imenso disto no Facebook e AQUI e AQUI, e não é para isto que vai servir este post.

Quero falar agora das delícias que envolvem este processo. Quando decidimos que está na hora de apresentar este novo mundo aos nossos filhos, somos tomados por uma alegria, uma excitação deliciosa. À parte de todos os receios e de todas as dificuldades, vamos vivendo os prazeres de apresentar à criança este lugar de aprendizado, socialização, e sobretudo, de crescimento. Ficamos animados com os preparativos, e tudo o que envolve e antecede os primeiros dias de descoberta. Um destes prazeres é a escolha do guarda roupa. Para mim, que sempre dei a este tópico uma especial atenção, ir às comprar foi uma gostosura.

Contrariando o que tenho feito até agora, que é priorizar as marcas portuguesas e as compras pela internet, fui ao shopping e meti mãos à obra. Antes de sair de casa, já tinha bem definido tudo aquilo que queria trazer para casa. Roupa prática, gira e confortável. Um ponto importante: que tivesse bom preço. Já tinha espreitado a nova colecção da Zippy e já estava deliciada. Tinha comprado em finais de Agosto, uma túnica branca e uns calções de ganga que vocês podem ver AQUI. Adorei o resultado e não pensei duas vezes antes de escolher este tipo de look para a escola. E vou mostrar para vocês o que consegui fazer com, mais ou menos, 100 euros. 13 peças novas moram cá em casa. Uma pechincha, não?!








Nas últimas fotos, 4 t-shirts: duas básicas, e duas com padrão. Ideais para levar na mochila para a troca, e quando o tempo frio chegar, para usar como interiores.

Uns dias antes, junto com a túnica branca e os calções em ganga, comprei também estas galochas deliciosas...gostam? Acho que são ideais para as idas ao parque no Outono. O preço? 9,99. :)





Até ao dia 8 de Setembro, a Zippy está com uma promoção que é de aproveitar. A cada 25 euros, dá 5 de desconto imediato. Mas atenção: as compras têm de ser feitas separadamente, pois só é oferecido um desconto por talão. Eu fiz 4 compras em separado para aproveitar melhor.

Espero que tenham gostado desta nova onda dos "Looks da M". :)

Muitos beijinhos, desta mãe que está a ouvir a cria no parquinho da escola...só para confirmar que não há muito choro... :p




quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A Matilde, a escola, e eu.

É...isto não está a ser fácil. Nunca pensei que seria simples...mas confesso que não imaginava o quanto ia custar. A mim. À ela.

Resolvi matricular a Matilde na escolinha depois de muito ponderar, de ouvir diversas pessoas da área da educação infantil, e sobretudo, depois de chegar à conclusão de que esta era a necessidade da minha filha. Cortar esse cordão umbilical que ainda nos liga com tanta força, dar a conhecer novos obstáculos, novos desafios, novas pessoas. Dar mundo à minha cria. 

Neste Verão, a Matilde começou a sentir-se mais confiante em estar com outros adultos. Com os tios e tias, com os amigos da família. Fala deles em casa, pergunta por cada um. Logo ela, que era uma bebé que estranhava tudo e todos, e até bem tarde. Quem a conhece, sabe bem. Por ter estado quase 27 meses em casa comigo, sempre-sempre-sempre comigo, não era de estranhar que tivesse o cuidado de conhecer bem a pessoa com quem ia lidar. Não está a ser este o problema do infantário, de todo. A Matilde não estranha a educadora, a auxiliar, ou quem quer que seja. Pelo contrário, é à elas que se apega, pede colinho todo o dia. Elas têm sido o seu porto de abrigo nesta difícil etapa de estar sem a mãe.

A Matilde está a sofrer. Pura e simplesmente, a sofrer. Sente a falta das minha mãos, do meu cheiro, da minha voz. Sente falta da boa vida que tinha em casa, da comidinha sempre feita à sua medida, do iogurte no lanche de todos os dias. Sente falta de estar na mimalhice comigo, de acordar quando lhe apetece, de adormecer para a sesta junto ao meu calor.

Ela está a sofrer, e eu sofro tanto ou mais. À distância, quietinha, preocupada, atenta a tudo. Sinto que estou ligada à tomada 24h por dia. Nem preciso dizer que estou exausta. O adormecer à noite tem sido complicado, e o descanso é pouco. Durante o dia, estou sempre a pensar como estará a correr, como será o dia de amanhã, até quando vou aguentar...sim, porque já estive mais longe de entregar os pontos, de fraquejar, de falhar. De forma consciente, sou razoável. Entendo que é preciso insistir, que é normal, que será pior se deixarmos para o futuro. Entendo e me recolho para juntar as forças que preciso. Eu sei o quanto tem sido difícil lutar contra esta culpa que sinto de forma inconsciente. Eu sei o quanto me custa deixar entrar pelas janelas o seu choro sofrido, vindo da escola, que fica mesmo aqui ao lado. Eu choro, sento, levanto, e volto a sentar. Limpo as lágrimas de mãe e vou tentar tratar das minhas coisas. Tentar pôr a vida em dia. Não consigo, e volto a chorar, sentar e levantar. Tonta pela casa. Que grande, enorme, tortura.

Sei que o choro dela é normal, é esperado, mas a verdade é que os outros meninos não têm tido tanta dificuldade. Isso me preocupa sim, mas o que mais custa é saber que tem rejeitado a comida. Qualquer que seja. Sopa, fruta, leite...tudo.Ontem, também não quis jantar em casa. Adormeceu com um bocado de leite e só. Hoje, voltou a recusar a comida na escola, e isto eu disse directamente que não aceitava. Disse que queria ser chamada neste caso, para que em conjunto, pudéssemos arranjar uma solução. Em último caso, eu iria até lá. Não achamos que é o ideal, que me veja lá. Achamos que vai atrasar a adaptação. Porém, não podemos, de todo, deixar que não se alimente. Assim, à hora do almoço telefonaram e eu sugeri levar um boião de sopa da Nestlé e fruta em copo de vidro. É a comida de "passeio" da Matilde, e ela sabe que é de vez em quando...ou seja, é de aproveitar. Era a minha última tentativa por hoje, depois de tantas lágrimas, de tanto pensar, de tantos telefonemas. Era isto, ou lá ir dar a comida, e provavelmente, trazê-la para casa. Mal viu a "comida", associou à mãe e voltou a chorar. A escola pediu que eu lhes desse um tempo para tentar, o que eu achei justíssimo. Ao fim de uns minutos, esta mãe ansiosa recebeu um telefonema que soube a um forte abraço. Ela havia comido tudo. Chorei...de alívio! Como se me tivessem tirado um peso enorme de cima. Falei com a minha menina ao telefone e descansei. Ela estava pronta para a sesta, e alimentada, eu sabia que iria descansar bem.

Como o combinado, por volta das 14h30 telefonaram e eu fui buscar a minha princesa. Dormiu bem, mas já começava a choramingar, e achamos todos que por hoje bastava. E bastou. Nem preciso dizer que fui a correr. A Matilde foi me receber à porta, choramingou nos meus braços, como quem fazia queixinhas da minha ausência...e me chamou para entrar. Sim, toda contente, quis que eu fosse à sua sala. Brincamos juntas, fomos ao escorrega, e com alguma insistência, tomou um copo de sumo e comeu um pedaço de bolo. Chorou para ir embora, o que mostra que gosta de lá estar...e que o problema é mesmo este "corte" entre nós. Está dividida entre a rotina de estar comigo, e o querer lá estar. Que grande confusão vai naquela cabecinha...

Em casa, está a mesma Matilde de sempre...o que também quer dizer que não há problemas para além do esperado. Está feliz, brincalhona e esperta.

Não vejo a hora de passar por tudo isto...e sentir que valeu à pena. De a ver com os amigos, de a ver crescida, de a ver com umas bonitas asas. Conto os minutos, literalmente, para esta luta abrandar, para o meu coração acalmar. Uma coisa está decidida: Não vai lá ficar por muitas horas seguidas. A seguir à sesta, lá vou estar para dar o meu abraço e o meu sorriso. Até que tudo não passe de um pontinho no horizonte. Até que ela queira lá estar com os outros miúdos. Até que o seu voo seja mais seguro. Até lá, ninguém lhe tira a Barbie das mãos, o peluche do sono, e a chupeta...que voltou a reinar com mais força do que nunca. Como as educadoras dizem..."uma coisa de cada vez".

Ai...tinha tantas coisas ainda para falar...mas nunca mais saía daqui! :p Vamos continuar neste contacto...porque vocês têm sido o meu motor para continuar com força. Sem o vosso apoio, sem o vosso testemunho, sem a vossa amizade...o meu coração teria murchado nestes dias. OBRIGADA! :)

Como eu disse no Facebook..."tenho descoberto que mãe é um bicho muito amigo"! :)

Muitos beijos, e um abraço apertado.