sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O misterioso dia do amor

O dia do amor. Pipocam casais enamorados, pipocam beijos nos filhos, pipocam apaixonados por cupcakes e bolachas decoradas. Chove, e chove a potes. O pretexto mais-que-perfeito para um jantar à meia luz, seguido de enroscadelas no sofá. Enroscam-se pais e mães, enroscam-se crias, enroscam-se adolescentes, nas suas maiores histórias de amor. Enroscam-se cães e gatos, e o peixe solitário fica na espreita. Amontoam-se contos de fadas pelos restaurantes e ruas. Empilham-se histórias por todo o lado. Permitidas, abençoadas e proibidas. É um pop-up de amantes. Disto ou daquilo.

Nesta sexta-feira molhada e fria, cinzenta, um contraste: Explodem, quentes,os bons motivos para amar. Abraçar, dar cheirinhos, celebrar. O namorado e a namorada, o marido e a esposa. Os namorados, as namoradas. A mãe e os filhos. Os amigos. Os irmãos. Os avós. Os vizinhos. O casal mal resolvido do café. Aquela menina e aquele seu coelho. A velhota e os seus 13 gatos. Os solteiros todos. Sozinhos, bem ou mal acompanhados. Hoje toda a gente ama. Correm todos aos beijinhos, tudo aos saltinhos. O pretexto toma as ruas, os passeios, os copos de vinho, os bolos caseiros. Tomam conta os filmes água-com-açúcar, e os DVD's de Caetanto. Ocupam espaço as prendinhas de laço farto. Os pés aquecidos, porque hoje é dia. 

Dia de desejar e espalhar o amor. All the love. All the love in the world. Para o branco e para o preto, para o amarelo e o vermelho. Para o Magérrimo e para o Barrigudo. Careca ou peludo. Para o feliz, e para o triste. Para o equilibrado e para o bi-polar. Para o saudável, para o doente. Para o que nunca experimentou, para o que calejou. Para o que já encontrou. Para o menino e a menina. Para os meninos. Para as meninas. 

Por isso, feliz e delicioso estranho dia do Amor. Que ele fique pelo mês, pelo ano, pela vida. Deixem chegar, deixem brotar, deixem ficar. Pode ser para sempre, pode ser só por hoje. Mas o amor basta por si. Porque enche o peito, cobre a alma, conforta os dias. Porque justifica.

Feliz dia! E permitam-se vivê-lo amanhã, e depois também. 





















segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Do fim de semana...


 Um fim de semana de tempestade Stephanie, e eu só tive olhos para um furacão chamado Matilde. Porque ele enche a casa de alegria.

Cá em casa, o calor esteve no encontro, na partilha, nos sorrisos, abraços, afagos. Em reencontros. Numa sexta de "girls night". Num sábado inteiro no sofá.  E para colorir o domingo, festa de aniversário da bonecada, com prendinhas improvisadas pela avó Juju, e bolo de amendoim feito pela tia Lala.

Porque o mundo pode ser lindo dentro de 4 paredes.











E porque o frio ainda nos faz companhia por algum tempo, fica aqui uma sugestão para dar sabor e cor a momentos caseiros e felizes. "Contas-me uma bolacha?" é a ideia gira-gira que a Mary Poppins teve. 12 histórias por ano, uma história por mês. Digam daí, se não imaginam uns bons momentos com os miúdos?! :) e para o dia dos namorados, já ao bater da porta, uns docinhos que enchem os olhos. 




Para encomendar delícias da Mary Poppins, é AQUI: 
https://www.facebook.com/marypoppinsporto?ref=ts&fref=ts
















quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

À espera da Primavera...

Há poucas coisas que me fizeram sentir realizada, pessoal e profissionalmente, ao longo dos últimos anos. Poucas, diante de toda a decepção e descrença com a profissão que escolhi trilhar...e deixar estar, quando mais nada me dizia. 

Há coisas que são mesmo curiosas. Foi preciso ser mãe, ser apaixonada pelo mundo da Matilde, para descobrir e encontrar algo que me faz tão bem. Que tanto tem a ver comigo. Poderia passar dias sem fim, a imaginar roupinhas miúdas, combinações, conjugações de cores, tecidos, padrões...poderia mesmo. A sério. A sério também, que não é fácil. Que há percalços. Mas há paixões que nos despertam forças para alçar voos. A Mini Maison tem sido este motor que eu precisava, e eu estou, como sempre, ansiosa por poder partilhar a nova colecção com vocês. Encontrar a Joana, amiga querida, pelo meu caminho, e com a mesma garra que eu tenho por esta paixão, foi uma prenda preciosa. 

Tivemos uma visão!
Nós vimos a primavera a chegar. Ela avisou-nos, baixinho ao pé do ouvido.
Vimos flores, vimos azul. Vimos água, vimos terra. Vimos leveza em tardes de raios dourados, e campos tomados por alfazemas. Vimos crianças a correr em relva húmida. Sumos em lanches fora de casa. Vimos caras lambuzadas e sorridentes. Ouvimos Pequenas gargalhadas a ecoarem pelos parques. Vimos, nitidamente, a alegria em vocês. 
E você, o que vê à sua frente? 
New Collection Mini Maison. Em breve, a colorir Portugal.

Tic, tac...Tic, tac...






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

De regresso...

Faz hoje uma semana que chegamos do Brasil. E há uma semana ando aérea, a assimilar o cinzento, o frio e a rotina. Chamem jatleg se quiserem, mas para mim o nome da coisa é Saudade. Com um pouco de confusão à mistura, sim, porque isto de mudar a realidade de uma hora para a outra...tem um toque de muito louco. 
De facto, passar tanto tempo fora (fora?!) mexe com a forma como tratamos o dia à dia. Se lá, do outro lado deste mar, acordávamos com a casa cheia de riso e música, com os sons estridentes da metrópole...cá, estamos a reaprender a tranquilidade a que a estação gelada nos obriga. Um choque de realidades. Sem dúvidas. 
A Matilde está como se nada fosse, of course. Para ela, o retorno traz também novidades e descobertas, e nesta idade, é tudo o que se quer. Para mim, a dualidade está instalada, e espero que seja uma breve, mesmo curta, visita. Estar e sentir-me em casa, em duas realidades tão distintas, é no mínimo, estranho. Ter raízes lá e cá pode até parecer enriquecedor, mas a verdade é que nos faz ver tudo através da janela da "falta", da saudade. Como se completos, completos mesmo, nunca estivéssemos. Do fundo do coração, para já, o que tem feito tudo valer à pena é o afago do homem da casa, que cheio de saudades, faz-nos feliz de manhã à noite. 
Devem ter reparado, que este blog fez uma pausa. Assim, sem anúncios e sem nada muito pensado. Apenas uma pausa...para deixar crescer umas raízes onde também é a minha casa. Para redescobrir um pedacinho de alma. 
Foi uma viagem para guardar para sempre. De chuva quente, paisagem verde. De riso frouxo. De abraços, risos e lágrimas. De família. De grandes amigos. Novos. Antigos. Muito antigos. Tempo de rever a infância, juntar memórias, saborear a minha história. Lembrar quem fui, pensar em quem sou...desejar ser. Foi um tempo de lambuzar a Matilde de mim. Do meu cheiro, da minha cor. 
Eu poderia desfiar um mundo de sentimentos, partilhar mais e mais fotografias, e remexer tudo. Férias, verão, Brasil, água de coco. Sol, mar, piscinas. Mas por agora, nada de grandes abordagens...porque vocês também sabem...que as saudades doem. 
Confesso que tinha dúvidas sobre como retomar o blog, sobre o que falar. Faltavam assuntos, que não fossem os meus, tão íntimos. Faltava, de facto, chegar. Fazer o pouso. Acalmar. Apaziguar os sentimentos. Reconhecer terreno. Pensei com os meus botões, que demoraria um pouco mais...até que vi as imagens que a Elisabete Covelinhas postou no Facebook. A Matilde, toda cobertinha...e linda, também nos seus Kits de inverno. Aquilo, de uma forma muito subtil e simbólica, trouxe de volta o sentimento que estava a faltar. Que nos fez (ou ME fez) lembrar da beleza que o frio traz. Do quão delicioso é ter tudo tão definido...o tempo, as estações. Fomos visitar o espaço da Maisena, que ainda não conhecíamos e que está uma fofura! Coisas tão giras e cheias de pinta! Revi a Angel C querida, a MT do DePantufas, sempre tão calorosa, a Miú, da Coelhinho Pompom, com mimos aos quais não resisti, e com palavras tão doces e generosas. Vi o avanço de temporada da Patuska, com as flores que se anunciam para nós...não me contive e trouxe um kit de túnica e calções, que tenho a certeza que vão fazer sucesso por aqui. Ganhei coragem para colocar os nosso narizes ao frio, e como quem não quer nada, ganhei a vontade que faltava para voltar a alimentar este cantinho. Obrigada, Elisabete! Pelas imagens que fizeram com que eu visse de fora, o que ainda estava escondidinho de mim. :)
Obrigada à Maisena, pela receptividade, pela paciência com a Matilde- Espalha brasas, e pela ideia de trazermos o peixinho "Óculos" para casa. Penso que estou apaixonada por ele. :)

A vocês, Família Little M, o meu abraço quentinho...e o nosso retorno oficial. É tempo de respirar o frio e pôr as máquinas a todo o vapor. Dar gás ao blog, e começar a fabricar sonhos de cor com a Mini Maison. Espero que continuem por aqui, multiplicando a palavra e a dividindo mundos. :) 

Um beijo grande.




Foi preciso voltar ao frio para fazer a estréia do chapéu de inverno...comprado há mais de um ano!










As imagens da Matilde, deliciosas, são da Elisabete Covelinhas, 
através do projecto Elisabete - Family Photo. Espreitem e vão adorar! 

A M Veste:

Vestido: Antiga Petit Patapon (quem também aproveita os saldos para comprar roupas para o ano a seguir?!)
Malha: Zippy
Collants: Boutique das Meias
Laço XL: love M
Sapatos: Feijões Carneira Pé de Pato (os sapatos mais Top de sempre! Dão com tudo, e sobrevivem ao inverno e ao verão!)



E nós, há pouco mais de uma semana, em meio ao paraíso da Tia C, a maior anfitriã de sempre! Obrigada, tia! Por nos fazer sentir em casa, e por mostrar um pouco mais do nosso paraíso. Um grande abraço, em meio à uma fatia de bolo de rolo. ;)










A M, na versão verão, veste:

Fato de Banho: Bastidor Colorido (fez furor em terra canarinha!)
Jardineiras: Tictac Babies
Sapatos: Melissas (SS14)








terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Como estamos de Brasil...

Nove dias. Nove dias se passaram desde que chegamos ao Brasil, e eu nem dei por eles. Tem sido surrealista voltar à minha cidade, perceber todas as diferenças, reparar em tudo o que permaneceu igual, intocado pelo tempo. Rever a minha infância, a minha adolescência. Os meus amigos, os conhecidos, os que nunca fizeram diferença na minha vida. Olhar ao redor e desconhecer todo o funcionamento da minha cidade-berço, ao mesmo tempo em que pequenas imagens, cheiros e sons, me transportam, quase que por obrigação, a tempos que escolhi guardar escondidos, numa caixinha qualquer dentro de mim. Coisas que ficaram latentes, na verdade. Sentimentos que eu pensava não existirem, e que de uma hora para a outra berram por mim. Aí vem o nó na garganta, o aperto no peito...e a saudade que deixei calma e profunda, vira tsunami na minha alma. Não tem sido fácil, não tem sido simples, e de facto, ainda não comecei a aproveitar o meu eterno espaço. Ainda estou como um bichinho do mato, me deparando com novidades. Ainda estou como a Matilde, que do alto dos seus dois anos, estranha o novo e pede colo. Mas ainda mais complexo é o reconhecer. É o sentir-me em casa...sim, porque às vezes acontece. Quando por segundos estou confortável numa meória, num espaço, numa lembrança, lembro por fim que isto já não é meu. Já não me pertence. Que mais dia, menos dia, vou embora. Abandonar tudo outra vez, actualizar despedidas, desencontros. Voltar à frieza da web, que, se consegue ser fantástica, ainda não descobriu como me levar o ninho até além-mar. 
É como se eu quisesse entregar a minha alma à menina que aqui cresceu, mas tivesse medo do corte que está por vir. Porque ser estrangeiro, no fundo, é ser de lugar-nenhum. É ter pouso certo, mas nunca ter base plena. Completa. Se somos metade de lá, e metade de cá...no fundo, não temos terra. Só lembranças, saudades e ligações que iniciam e interrompem. E viver assim, de facto, não é para qualquer um. Eu bem sei das minhas fortalezas...mas descobri que a "menina" que fui, também tem fraquezas, e ainda mora em mim. E chora quando vê a avó. Chora quando vê o pipoqueiro de rua. Chora quando ouve a elegância da música brasileira, dentro daquele que foi o seu primeiro carro, e que ainda existe para si. Chora quando vê a cria, descendência da terra, descobrindo o seu primeiro canto, a sua cultura, as suas cores e raízes. Quando lhe ensina as palavras esquecidas, quando lhe mostra as comidas perdidas no tempo. Chora quando pensa que ganhou um mundo, e perdeu outro. Que perdeu anos e anos da companhia da família...e que a vida é breve em exagero. Que acabou por se afastar de si mesma...e nem deu conta. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cheirinho a Natal: os looks escolhidos

Chegou Dezembro...é, oficialmente, altura de sonhar com o Natal. A família à volta da mesa, os miúdos entre rodopios e saltos, ansiosos pelas prendas, pelo convívio...encantados com a magia do bom velhinho, e sempre bem acompanhados pela decoração festiva mais gira do ano! Natal é riso, é um conversar mais alto, mais solto, mais contente. É o Maior pretexto para estar com os nossos, na melhor disposição. Em grande! 

Este ano o nosso Natal vai ser diferente. Novas cores e sons, nova gente. Sabores de reencontro, num velho programa que está guardado na memória. Pronto para ser revivido, experimentado outra vez. Como a altura pede, já andamos à volta dos Kits. Como é de esperar, a Matilde vai usar vestidos que saíram dos meus sonhos. Que têm a nossa cara, a cara de festa que se quer, e mais importante, que passam longe do óbvio. No ano passado, escolhemos um kit Azul inglês, em xadrez bordeaux e lindo. Desta vez, fugimos ao xadrez, porque pessoalmente, já começo a querer fazer a diferença. Este ano, o que me roubou as atenções foram os looks em tecidos lisos, com cores ricas. Estou numa onda de querer um mood sofisticado, elegante e inesperado. O meu floral é de sonho, e está na minha lista por ser um autêntico vestido de boneca. Por isso, temos Kits para a noite de 24 e para o dia 25 escolhidos, e mostro também a minha escolha para a passagem de ano. :)


        O nosso kit para a noite de Natal:
        
        Mini Maison


O nosso kit para o dia 25:


    Outras sugestões:

    Tu Chique

CA Chocolate Azul

    Pedro&Matilde

    Mini Maison

    Mini Maison




    O nosso kit para a passagem de ano:




Como viram, para o Natal não faltam soluções lindas de viver para quem, como eu, cansou do xadrez tradicional da altura. Folhos e rendas marcam para fazer a diferença, e se o floral for inesperado, de preferência em ponto maior, vale a aposta.
Espero que tenham ADORADO.

Beijinhos cá de casa!



segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tanto que se passa aqui dentro!


Ando em falta com este cantinho. Tantas coisas por fazer, por tratar, e só para somar e tirar tempo, as viroses não dão tréguas por aqui. Semana sim, semana sim, há uma bicharada a trazer febre, nebulizações e muitas birras. Birra para o banho, birra para o leite, birra para a sopa, birra até para o croissant de chocolate que tanto gosta. Birra porque quer andar de vestidos, laços e sapatos em casa, porque quer festa todos os dias, porque quer escolher tudo o que veste (imaginem o resultado!lol), e birra porque quer o Barney a dar 24h na TV (sim, aquele dinossauro roxo que vive nos anos 80). Enfim...paciência é algo que tem de sobrar quando somos mães. Certo?! Por aqui, hora falta, hora recarrego o stock. 

Entre a gestão de tempo que envolve uma criança de 2 anos, doentita e em casa, um novo negócio, um blog, duas páginas no Facebook e uma vida (sim, nem sei como ainda a tenho), ainda podemos acrescentar à lista uma série de burocracias que surgem com uma viagem. Há semanas que não falto às filas da loja do cidadão e do consulado brasileiro no Porto. Já entro e saio de lá como se estivesse em casa. "Bom dia, fulano". "Boa tarde, beltrana". Já me tratam pelo nome, e já sabem exactamente qual ficha me entregar. Posso dizer que já sou VIP por ali. Entre certidões de casamento, nascimento, quitação eleitoral, passaportes, autorização de vigem para menor, cartão de cidadão...nem consigo imaginar o que mais podiam lembrar de nos pedir.

Entre estas idas e vindas, há sempre aquele "chá de cadeira". Aquele tempo de espera a que ninguém escapa. Eu sou uma pessoa prática. Muito emocional, mas completamente equilibrada. Quando vim morar em Portugal, fui tão forte. Não é fácil deixar uma casa, uma vida, a família, os amigos...os lugares onde nos sentimos seguros têm tanta força sobre nós! A minha defesa foi a protecção. Protegi-me das saudades não pensando nelas...e a determinada altura, sinto que realmente esqueci de sentí-las. Quando estava ali, naquele consulado, junto ao coração do Porto, numa zona que me traz tantas recordações do período em que cheguei, fui de repente assaltada por muitas memórias. Primeiro, dos amigos que fiz quando cá cheguei, e que a vida nos afastou, levando por caminhos tão diferentes. Coincidência das coincidências, encontrei um deles, um muito querido, numa destas minhas saídas burocráticas. Combinamos, como sempre, um café.

Depois, fui tomada por uma invasão de borboletas. Estava ali, sentada e à espera, a distrair-me com a gestão do Little M e da Mini Maison (bendito seja o 3G), das contas por pagar, das encomendas por fazer...e bati os olhos na TV. Estava a passar imagens da minha cidade. O colorido, os sabores e os ritmos. Pela primeira vez em muito tempo, as saudades chegaram. Assim, sem aviso prévio, sem a possibilidade de controlo. Senti a barriga aquecer, e os olhos embargarem. Pela primeira vez, em um mês de burocracias, saí do automático e percebi: "vou voltar à casa. A Matilde vai conhecer o meu lugar. Vai ter mais de mim". 

Nem consigo vos dizer o que esta "revelação" trouxe. Estou com a alma cheia. Ansiosa. Nervosa. Sedenta dos abraços que adiei, das caras que "escondi" das lembranças. Estou pronta para aquecer no meu Verão, que já havia esquecido, mas é meu. E eu sou toda dele. Ou quase, porque se metade de mim é Brasil, a outra metade é Portugal. E alguém melhor para comprovar isto do que a minha Matilde?! A luso-brasileira mais linda de sempre.

Brasil: eu "tou" chegando! NÓS, na verdade...porque desta vez, levo comigo mais uma filha dessa terra. Quero dar todos os abraços que guardei, sorrir tudo o que nos faltou, cantar alto, dançar muito...quero banho de mar morno, água de coco, festas na piscina de tantas memórias...quero o olhar da minha avó, o amor da minha tia "mãe de leite", o abraço do meu afilhado, a companhia alegre da prima-irmã...o aconchego do meu pai, a amizade do meu irmão, e a casa cheia pela família que já não vejo há tanto...quero rever as amizades de uma vida inteira, daquelas que parecem vir de sempre e para sempre, e que não há distâncias ou percursos que possam colocar fim. Quero o Natal quente! O saltar às 7 ondas do mar na última noite do ano. Quero tanto, e quero tudo. 

Até já, meu canto!!!

(E a Portugal, a promessa de actualizações giras-giras, e um "até breve" cheinho de carinho! Eu vou, mas eu volto. <3 )


(Uma frase para a ida e para a volta. Porque agora eu sou mais rica. Tenho duas casas. Dois países. Duas famílias. Sou daqui e de lá, e por isso sou maior!)