sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Gente do bem, mundo melhor.


Cada vez mais, percebo que a personalidade das pessoas é algo que, em boa parte, nasce com elas. Aquilo que as define como bondosas ou maldosas, é inerente à elas. A índole, quero dizer. Boa ou má. Fácil, difícil. Leve, pesada. A natureza é cheia de força. A formação, os bons conselhos, os bons exemplos, são perfeitas ferramentas de apoio, que muitas vezes podem mudar o curso deste rio e desenhar um alguém melhor...mas não passam disto: de um suporte, de uma base. Extremamente indispensáveis, a dizer de passagem uma boa verdade. In-dis-pen-sá-veis.

Vi isto tão claramente um dia destes. Estávamos no shopping, e a Matilde brincava num daqueles carrinhos. Não costumo fazer juízo a respeito de crianças, acho que nem é justo, mas desta vez foi impossível segurar o pensamento. Uma menininha, com 3 ou 4 anos, passava por todas as outras crianças de dedo ao alto, a chamar nomes, a ralhar com elas num tom tão autoritário, tão mau. Ela, tão pequenina, não conhecia nenhum daqueles miúdos, nunca os tinha visto. Chegava perto de cada um, baixava-se e começava a disparatar, a fazer pequenas ameaças, a fazer pouco de todos. Afinal, não é aí que começa o bullying? A senhora que a acompanhava, durante longos minutos,  esteve ali ao telemóvel, sem deixar pousar um único olhar sobre aquela criança, que incessantemente, atirava infelicidade aos olhos dos outros. Sem lhe dar a oportunidade de ouvir que aquilo estava errado, que não se faz. Negava portanto, que aquela menina tivesse direito à educação. E negar isto, é negar um caminho pleno de felicidade. 

Aquela criança, provavelmente, está a repetir o que vê, o que toma como comportamento natural. Padrão. Talvez ninguém lhe tenha ensinado a ser melhor do que aquilo. Uma tristeza. Por outro lado, não é apenas o meio que faz o sujeito, ou numa família seriam todos iguais. O feitio, o temperamento e a essência individual de cada um, nasce em parte connosco. A vida vai fortalecer ou enfraquecer pontos, e chamo de vida tudo aquilo que nos faz aprender ao longo deste percurso: família, escola, amigos, meio social. Sim, temos mesmo um imenso papel na vida dos que nos rodeiam, mas não somos deuses ou donos de ninguém. Cada um é o que é, e nós influenciamos da forma como somos capazes. Ser responsável por isto, dá medo. Gela. Ter as minhas mãos e a minha boca a ensinarem vida à Matilde, deixa-me nervosa, ansiosa por ser a melhor guia que conseguir para a minha menina. Cada vez que vejo a generosidade e a bondade brotarem dela, um pedaço de mim desabrocha em flor. Respiro fundo e penso: "vamos as duas no bom caminho". 

Quando vi está história circular pela web, quis profundamente que a minha cria tivesse um bom Guia na sua vida. Um amigo assim, cheio de poesia, para encher a sua vida de rimas bem ensinadas. 

A escola consegue ser um lugar mágico para uns, infernal para outros. Cada vez mais, esta segunda realidade se mostra perto de nós. As crianças conseguem ser malvadas, já se sabe, mas Christian Bucks, um menino norte-americano do segundo ano, é o exemplo de quem quer mudar o cenário. 

O pequeno Christian sabia que alguns amigos sentiam-se sozinhos durante os intervalos na escola, e decidiu criar uma das coisas mais bonitas que eu já vi: o Buddy Bench (ou "banco amigo", em português). A ideia do miúdo consiste em disponibilizar uma oportunidade para que todos possam brincar. Ou seja, quem estiver sozinho senta no banco  amigo e os outros colegas, que estiverem a brincar, convidam cada um a participar, e assim, a fazer novos amigos. A ideia fez tanto sucesso por lá, que outras escolas querem adoptar o "método". 

Crianças...sábias crianças. Não é lindo quando querem tornar o mundo melhor?! :)

Um beijinho para o Chris, fofo! E para todas nós, mamãs que plantam motivos para ter filhos assim, de alma limpa.









quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Mãe também faz birra...mas eles nem dão por ela.


Mãe é um bicho esquisito. Hora lambuza de beijos, dá colo e segreda amor ao pé do ouvido da cria...hora levanta poeira por onde passa. Faz queixas, reclama que se farta, perde o Jogo-de-cintura, erra no rebolado. Deixa a paciência escorrer pelos dedos e, sim, berra. Fala alto, faz ameaças, põe de castigo. Obriga a comer a sopa, proíbe a bola dentro de casa, e até chora pelo vaso partido...mas chora de raiva. Sim, o bicho-mãe também grita e faz birra. É quando vira gente de verdade, em carne-osso-e-garganta. 

O bicho-mãe é crítico consigo mesmo. Exigente com o seu papel. É o mais alto nível de exigência. Cobra de si a qualquer hora do dia ou da noite, e quando tem uma crise de consciência, sente uma dor aguda no peito. Uma dor mesmo incómoda. É quando cobra de si mais coração, menos coração. Mais paciência, menos paciência. Mais limite. Mais tempo. Mais passeios. Cobra, cobra e cobra. E se  num minuto consegue sentir-se uma Super-Mãe, no momento seguinte pode estar a desgastar os miolos por ter sido mais durona na sua tarefa.

A Matilde está nos "terrible two". Ou seja, ando mesmo a gastar juízo comigo mesma. Porque é o momento em que me descubro mãe num novo nível. O de educar, pôr limites, tentar aplicar alguma disciplina. Já não sou apenas a que oferece o peito com leite materno e quentinho, ou o prato de sopa- rica em tudo e mais alguma coisa. Já não sou aquela que fica feliz "apenas" porque a cria dormiu uma noite inteira, ou disse duas ou três palavras novas. Sim, também sou esta, mas agora sou mais. E cansa ser mais. Cansa quando ela salta e corre pela casa todo o dia, quando cai e chora, apesar de eu ter avisado e tentado amparar milhentas vezes. Cansa quando arrumo a sala e o quarto, e dois minutos depois, tenho tudo espalhado PROPOSITADAMENTE. Porque ela sabe que chateia, que irrita, porque me desafia e testa a cada tentativa minha de mostrar quem "manda". Então, a mamã Little M perde a compostura. Quem nunca?! E é logo aí, ao virar desta esquina com a descompostura, que surge a carinha amuada, o pedido de desculpas, os miminhos nas minhas costas, enquanto limpo o prato de sopa atirado ao chão. É mesmo aí que me desfaço em culpas, que me apetece chorar por ter dado duas ou três palavras em tom mais alto. 

Sim, mãe também cansa, perde a paciência. Faz birra e dá gritos. Quer arrancar os cabelos. E é capaz de sentir profundo remorso. Profundo. Fica apegada aos seus erros e às suas culpas, e esquece que é maior e melhor do que um passo em falso. Porque os nossos mais-que-tudo têm olhos de gigantes quando se trata de ver quem somos, em essência, para eles. E é isto que nos salva: o olhar puro de quem criamos. É quando nos vemos crescer...ficar Super! Autênticas heroínas. Eu vejo este olhar da Matilde para mim tantas e tantas vezes. Vejo-a querer ser eu. Vejo admiração por mim, por quem sou para ela. Porque no fundo, sou uma mãe-melhor-amiga. Sou toda eu vontade de amar mais e mais a minha bebé-grande. A minha gorda. Sou toda eu movida a impulsos de beijar e apertar, apostar corridinhas até à cozinha, cantar alto num dueto de chuveiro. Sou inteira defeitos e descomposturas, mas sempre com muito, muito, amor à mistura.

Este vídeo anda a circular pela net, e está o máximo. Lembrei de mim, e aposto que muitas vão se ver nele. Preparem um lencinho, pois por aqui as lágrimas chegaram em visita. ;) 

Beijinhos, Super-Mamãs!!! 














terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Mães à obra??

Quando me dou conta de que não falta muuuuito mais tempo para a chegada do aniversário da Matilde, começo já a pensar num tema, numa cor, num mood. E é sempre tudo um drama. Nunca consigo decidir bem, até a data estar ao bater da porta. Sou uma pessoa "festeira" e confessa. Sempre gostei de comemorar as datas felizes, os momentos marcantes. Cresci assim por ter pais que alimentaram cada passagem da minha vida. 

Fiz o chá de bebé da Matilde aos 8 meses de gravidez, redonda, e festejei o momento com amigos, família e pessoas que nos queriam bem. O tema foi o "Chá de fraldas", muito comum no Brasil. Consiste basicamente no seguinte: os pais convidam para uma festa, e este é o pretexto que todos querem para ver a mamã quase-quase a rebentar. No corre-corre do dia à dia, este é um dia ideal para juntar todos. O nosso foi o máximo, não tivesse eu um cunhadinho Chef e super talentoso. Não faltaram risos, fotos, comes e bebes. Também não faltaram fraldas, já que esta era a prenda sugerida pelos pais. Basicamente, não compramos fraldas por mais de um ano. :) num outro post, prometo falar mais um bocadinho sobre esta ideia, tão prática para os futuros papás. ;) 

No primeiro aniversário da Matilde, contratamos uma empresa de organização de eventos, o que nos facilitou imenso a vida, já que era uma festa para umas dezenas de pessoas. O tema foi "O Jardim da Matilde", e esteve cheio de cor! Por trás da mesa, tínhamos um painel de balões a simular um campo de flores, o céu, o sol...pela grande sala, tínhamos flores gigantes em cada recanto, também em balões e com a base cheia de areia (para fazer peso e fixar). Na mesa dos doces, o toque homemade da mamã: brigadeiro de colher servido em copinhos de vidro (os da papa ou fruta, que guardei durante meses) e mini garrafinhas de água (fiz um rótulo auto-colante especial para a ocasião e pus lacinhos de cetim nas cores do tema).

No segundo aniversário, abri mão do tema e decidi que seria um lanche cheio de delicadeza. Desta vez, foi quase tudo feito por mim, e acho que fiz milagre na minha sala de condomínio, um ambiente tão impessoal e escuro. Para mim, o que definiu todo o ambiente foi o aproveitamento que fiz das grandes portas de vidro, que dão para um pátio. Cobri tudo com cortinas de tule branco e aquilo multiplicou a luz natural! De resto, cobri tudo de cores claras. As mesas com toalhas de tecido e mais tule, os sofás e cadeiras escuras com mantas claras. Todos os pormenores foram: muitas flores brancas e doces em branco e rosa clarinho. Ficou com um ar tão cute e simples, e foi a prova de que com bom gosto, podemos dar beleza até a pequenos lanches caseiros. 

Tudo isto, para vos dizer que já ando em modo festa, e à procura de inspirações para o aniversário deste ano, e sim, tenho imenso tempo para o planear. Será, de certeza, um lanche cheio dos risos presentes em nossas vidas, muito simples e cosy. Já ando à espreita na net, e encontro sempre coisas giras para fazer em casa. Daí, surge a ideia de uma série de posts com um tema comum: dicas   para criarmos coisinhas lindas a partir de casa...desde convites, à lembrancinhas, passando pela decoração da festa ou da casa, ou mesmo ideias para brincadeiras e jogos caseiros. Que tal? Neste primeiro, que já vai longo com tanta letra, uma sugestão de iluminação para qualquer ocasião! Simples, baratucha e super querida. Bora lá?! 


É impossível ficar indiferente a este efeito de iluminação, que confere um lado tão pessoal à decoração. Achei o máximo, e penso que basta alterar a cor para que se adapte a qualquer ambiente.  Toda gente, todinha, tem luzes de Natal em casa. Muitas vezes, acumulamos aquilo até mais não. Ao arrumar a casa, achei montes dela, montes mesmo. Está aqui o futuro de algumas. :) 

Família: só vamos precisar de 3 itens nesta tarefa...forminhas para doces na cor escolhida, pisca-pisca de Natal com 10 metros (prefiro as LED) e cola quente. São necessárias 80 forminhas, ou se preferirem, podem recortar círculos em tecido, com o diâmetro de uma moeda de 50 cêntimos. Podemos fazer com recortes duplos, em uma ou duas cores. Fica lindo como está na imagem, com recortes a fazer de pétalas!



Como fazer: Vamos furar cada forminha na base, mas com cuidado, para não fazer um furo muito largo. O ideal é que a lâmpada fique bem justa. A forma mais fácil de fazer os furos, é utilizando um lápis e uma borracha. Basta colocar a base da "flor" sobre a borracha, e com a ponta do lápis, pressione para fazer o furo. Passe a lâmpada por dentro do furo e utilize a cola quente para manter a forminha bem presa. Repita o processo por toda a extensão das luzes. 



Prontinho! Agora é só pôr luz sob a cabeceira da cama, a estante do escritório, no quarto das miudezas...ou onde mandar a imaginação. :) 

Gostaram? Querem mais tutoriais destes? Podemos chamar as "Mães à obra"?

Beijinhos!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

As melhores compras: um exercício para todas as mamãs!

O inverno já não dura muito mais, embora pareça uma eterna sucessão de dias chuvosos e sem sal, e a verdade é que já tivemos uns bons meses de frio e cinzento. Nesta altura,o final das estações, costumo fazer um exercício que me ajuda no ano a seguir, principalmente para as compras da Matilde, já que tudo deixa de servir. Costumo pensar no que foi "aquela" peça-chave, o nosso joker para a estação. Aquilo que adorei usar, aquilo que foi mega prático, aquilo que deu para usar milhentas vezes, sem cansar, e que me facilitou a vida corrida de mãe. Este exercício é um help que nos ajuda a perceber aquilo que melhor se encaixa nas nossas vidas e nos nossos gostos, e  faz-nos conhecer melhor...facilitando as compras do ano a seguir. 

Para a Matilde, não tenho dúvidas de que os acessórios me salvam muitas e muitas vezes. Se forem como eu, vão ter roupas muito variadas, em diversos estilos, padrões ou cores. Porque na verdade, roupa para a Matilde eu compro por paixão, por deslumbre. Não por dar jeito, ou nem teríamos jardineiras (fazem diferença na hora do xixi). Por isso, o essencial será saber escolher os complementos, e o inverno pede muitos. Nada como ter malhas, camisolas ou casacos, em tons neutros e com collants a condizer. Camel, marinho, cinzento claro e escuro, bordeaux, e se quisermos variar, o verde garrafa dá imensa pinta ao inverno. Se tiverem collants e malhas a condizer, vão ver que conseguem usá-los muito mais! Se tivermos laços nestas cores, maravilha. Não é o meu caso, pelo que fui salva pelo camel, sempre impecável com os sapatos eleitos os sapatos de sempre. Quando fiz este apanhado mental do que me deu imenso jeito, esta foi a peça que me veio à cabeça inúmeras vezes. Em todas as estações, temos imenso calçado miúdo cá em casa, e desta não foi diferente. Mas não há dúvidas de que os feijões carneira, da Pé de Pato, foram os sapatos de eleição desta mamã. Não sei se algum dia um outro calçado irá superar este. Dão com tudo. Tudo! Desde vestidos despojados aos de festa, de jardineiras a macacos, passando pelos calções e túnicas...enfim. Não há roupa que o rejeite, e a cor, fantástica, não pede mais nada. Esta é a minha dica para o próximo ano, mamãs. E na verdade, indico para o ano inteiro. Afinal, usamos imenso no verão do Brasil. 
Para finalizar, escolho sempre um sobretudo quente, elegante e neutro. Nunca erro no corte clássico, em marinho, camel ou castanho. Raramente fica mal. Este ano, em que a Matilde já caminha na rua menos protegida, já não vai a lado nenhum no carrinho, optei por acrescentar uma peça mais quente como complemento ao casaco. Escolhi um colete em pelo (fake, of course) da Zara, e digo-vos: saiu de casa praticamente sempre. 



Os feijões carneira são os do meio. Absolutamente lindos, práticos e confortáveis!  


Sobretudo de eleição do inverno 12/13: castanho, clássico, da Laranjinha. Para este ano, escolhemos um modelo em lã marinho, da Zara.


Colete de pelo: tão versátil e com tanta pinta! O da Matilde é da Zara, muito parecido com este.

Se para a Matilde, o exercício dá bons resultados, no que toca à roupa da mãe, a lógica não é diferente. Saber reconhecer aquilo que me fica bem, que é mega prático, e que eu adoro, dá muito jeito...principalmente porque mãe nunca tem muuuuito tempo para escolher, experimentar, etc. Saber seleccionar quando se entra em loja, pode ser essencial na luta contra o relógio. 

Para mim, não podem faltar: collants opacos pretos (milhões deles), umas leggings a imitar pele, também em preto, jeans variados (este ano ando sempre à procura dos de cintura subida e boca de sino), botas pretas de cano alto e salto confortável, ankle boots para dar pinta quando temos uma saída com mais tempo e mais paciência para os saltos mais altos, um bom e quente colete de pelo (gosto mais dos lisos e neutros), uma mala XL que dê com tuuudo, desde pretos a castanhos, e uma mala mais trendy, para brincar com mais looks. Este ano, não dispensei uma em amarelo ovo! Gosto imenso de peças diferentes para quebrar a monotonia.


Collants pretos opacos para o pão-nosso-de-cada-dia. Dão tanto jeitinho! 


Adoro botas de cano alto,e não dispenso as minhas praticamente nunca. Para o dia à dia, salto quase sempre, mas baixinhos e que dêem equilíbrio.


Ankle boots para dar pinta! Afinal, também há dias para subir num destes. Trouxe uns fantásticos do Brasil, e estes abaixo, não me escaparam nos saldos da Melissa.



As minhas leggings a imitar pele são da Zara, super acessíveis, e uso imenso! 


Coletes em pelo: tão setentinha, tão boho e Chic. Conforto e tendência numa peça que não faltou para este ano. 


Jeans, sempre! Cintura um pouco subida e boca de sino: perfeitas. Malas XL em cores básicas, porque toda mãe precisa.



E vocês, mamãs?! Também fazem o mesmo exercício?! Também têm truques para seleccionar as vossas compras?! E nesta estação? Qual foi a peça que vos encheu as medidas, e melhor, que vos facilitou a vida?! ;) 

Beijinhos.







sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O misterioso dia do amor

O dia do amor. Pipocam casais enamorados, pipocam beijos nos filhos, pipocam apaixonados por cupcakes e bolachas decoradas. Chove, e chove a potes. O pretexto mais-que-perfeito para um jantar à meia luz, seguido de enroscadelas no sofá. Enroscam-se pais e mães, enroscam-se crias, enroscam-se adolescentes, nas suas maiores histórias de amor. Enroscam-se cães e gatos, e o peixe solitário fica na espreita. Amontoam-se contos de fadas pelos restaurantes e ruas. Empilham-se histórias por todo o lado. Permitidas, abençoadas e proibidas. É um pop-up de amantes. Disto ou daquilo.

Nesta sexta-feira molhada e fria, cinzenta, um contraste: Explodem, quentes,os bons motivos para amar. Abraçar, dar cheirinhos, celebrar. O namorado e a namorada, o marido e a esposa. Os namorados, as namoradas. A mãe e os filhos. Os amigos. Os irmãos. Os avós. Os vizinhos. O casal mal resolvido do café. Aquela menina e aquele seu coelho. A velhota e os seus 13 gatos. Os solteiros todos. Sozinhos, bem ou mal acompanhados. Hoje toda a gente ama. Correm todos aos beijinhos, tudo aos saltinhos. O pretexto toma as ruas, os passeios, os copos de vinho, os bolos caseiros. Tomam conta os filmes água-com-açúcar, e os DVD's de Caetanto. Ocupam espaço as prendinhas de laço farto. Os pés aquecidos, porque hoje é dia. 

Dia de desejar e espalhar o amor. All the love. All the love in the world. Para o branco e para o preto, para o amarelo e o vermelho. Para o Magérrimo e para o Barrigudo. Careca ou peludo. Para o feliz, e para o triste. Para o equilibrado e para o bi-polar. Para o saudável, para o doente. Para o que nunca experimentou, para o que calejou. Para o que já encontrou. Para o menino e a menina. Para os meninos. Para as meninas. 

Por isso, feliz e delicioso estranho dia do Amor. Que ele fique pelo mês, pelo ano, pela vida. Deixem chegar, deixem brotar, deixem ficar. Pode ser para sempre, pode ser só por hoje. Mas o amor basta por si. Porque enche o peito, cobre a alma, conforta os dias. Porque justifica.

Feliz dia! E permitam-se vivê-lo amanhã, e depois também. 





















segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Do fim de semana...


 Um fim de semana de tempestade Stephanie, e eu só tive olhos para um furacão chamado Matilde. Porque ele enche a casa de alegria.

Cá em casa, o calor esteve no encontro, na partilha, nos sorrisos, abraços, afagos. Em reencontros. Numa sexta de "girls night". Num sábado inteiro no sofá.  E para colorir o domingo, festa de aniversário da bonecada, com prendinhas improvisadas pela avó Juju, e bolo de amendoim feito pela tia Lala.

Porque o mundo pode ser lindo dentro de 4 paredes.











E porque o frio ainda nos faz companhia por algum tempo, fica aqui uma sugestão para dar sabor e cor a momentos caseiros e felizes. "Contas-me uma bolacha?" é a ideia gira-gira que a Mary Poppins teve. 12 histórias por ano, uma história por mês. Digam daí, se não imaginam uns bons momentos com os miúdos?! :) e para o dia dos namorados, já ao bater da porta, uns docinhos que enchem os olhos. 




Para encomendar delícias da Mary Poppins, é AQUI: 
https://www.facebook.com/marypoppinsporto?ref=ts&fref=ts
















quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

À espera da Primavera...

Há poucas coisas que me fizeram sentir realizada, pessoal e profissionalmente, ao longo dos últimos anos. Poucas, diante de toda a decepção e descrença com a profissão que escolhi trilhar...e deixar estar, quando mais nada me dizia. 

Há coisas que são mesmo curiosas. Foi preciso ser mãe, ser apaixonada pelo mundo da Matilde, para descobrir e encontrar algo que me faz tão bem. Que tanto tem a ver comigo. Poderia passar dias sem fim, a imaginar roupinhas miúdas, combinações, conjugações de cores, tecidos, padrões...poderia mesmo. A sério. A sério também, que não é fácil. Que há percalços. Mas há paixões que nos despertam forças para alçar voos. A Mini Maison tem sido este motor que eu precisava, e eu estou, como sempre, ansiosa por poder partilhar a nova colecção com vocês. Encontrar a Joana, amiga querida, pelo meu caminho, e com a mesma garra que eu tenho por esta paixão, foi uma prenda preciosa. 

Tivemos uma visão!
Nós vimos a primavera a chegar. Ela avisou-nos, baixinho ao pé do ouvido.
Vimos flores, vimos azul. Vimos água, vimos terra. Vimos leveza em tardes de raios dourados, e campos tomados por alfazemas. Vimos crianças a correr em relva húmida. Sumos em lanches fora de casa. Vimos caras lambuzadas e sorridentes. Ouvimos Pequenas gargalhadas a ecoarem pelos parques. Vimos, nitidamente, a alegria em vocês. 
E você, o que vê à sua frente? 
New Collection Mini Maison. Em breve, a colorir Portugal.

Tic, tac...Tic, tac...