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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bem vindo, Sr. Outono...

Ele chegou. De mansinho, a ser um querido.
O Outono iniciou o seu novo percurso, ainda anunciando um sol quente de verão.
Mas apesar das altas temperaturas, já sabemos que ele veio para ficar...
E que está na hora de mudar o guarda-roupa, o que pode ser delicioso.

Quem não gosta de fazer as compras da nova estação? 
Nós por aqui, já demos a largada e já compramos algumas coisinhas.
Uns bons sapatos, giros, confortáveis e versáteis já calçam os pezinhos da princesa Matilde.
Umas quantas peças já estão na nossa mira, por serem absolutamente deliciosas.
Mas por enquanto, ainda reinam os bracinhos de fora, e pernaças ao léu...

Quem nos acompanha mais de perto, vai vendo que adoramos acessórios.
Não dispenso um big laçarote para compor os looks mais clássicos dos dias frios,
e para finalizar qualquer look, trouxe do verão uma peça que para mim, é indiscutivelmente essencial.
Os colares saem agora da estação quente, e ganham novas cores, mais suaves, mais terra.
Adoro ver miúdos e miúdas com um colar giro. Adoro! 
Acho que ficam arranjadinhos, cuidados.

Neste início de estação, repeti a marca que fez as nossas delícias no calor.
Desta vez, com uma novidade. A fazer pendant com a mamã.
Quando escolhi o conjunto, já sabia que a ideia era gira...
Mas foi quando o recebi e coloquei o meu ao pescoço, que me dei conta do seu significado.

A Matilde tinha acabado de entrar na escola, e estávamos a viver a segunda semana de "separação". 
Quando pus o meu colar, um sentimento de proximidade apoderou-se de mim, e de certa forma,
senti-me confortável e aconchegada, como se ela, a Matilde, estivesse mais junto a mim.
É curioso este poder que determinadas peças têm. O de ligar, unir, dar cola.
Ainda que de forma simbólica, mas o que seria de nós se não tivéssemos a capacidade de dar significado às coisas, também às materiais?!

Eu fiquei emocionada, e a primeira coisa que fiz foi escrever para a dona da marca,
falando do que senti...agradecendo por aquilo tudo.
Há pessoas que conseguem nos emocionar com aquilo que fazem.
Há pessoas que chegam mais perto do nosso coração.
A Jujux Pedras Naturais é assim...
E eu estou apaixonada pelo lançamento desta nova linha de colares baby,
sempre com a possibilidade de fazer pendant com as mães.
Basta escolher as pedras que mais gostam, e transformar isto num laço entre mães e filhas.
Não é o máximo? 
O nosso já não sai do pescoço...principalmente o meu, de mãe saudosa da cria.

Nós escolhemos um conjunto em jade, ágata verde, ágata lavanda e ametista, com fecho em quartzo rosa.
Uma peça feita para durar uma vida...e quem sabe um dia, servir de elo entre as nossas filhas e as nossas netas.
Um must!!!

E porque vocês também são mães babadas e cheias de pinta...
A Jujux vai oferecer um kit pendant mãe & filha à escolha! 
:)

Pois é...eis o nosso primeiro giveaway!!!

Espreitem as regras depois das fotos!


























O que fazer para ganhar o kit mãe & filha da Jujux??

- fazer o like na página do Little M no Facebook
-fazer o like da página da Jujux Pedras Naturais no Facebook
-partilhar 3 vezes este link do giveaway em modo PÚBLICO*
-comentar no link "EU QUERO!"

Têm até ao dia 03 de Outubro para participar!!!
Boa sorteeeee! ;)

*a partilha do link no Facebook deve ser feita 3 vezes, em modo de partilha pública, ou não será considerada válida a participação.

(Será contabilizada uma participação por pessoa, e o sorteio será realizado através do Random)


Nova colecção de colares baby da Jujux:







A Matilde veste:

-Colar baby: Jujux
-Macaco: MIM
-Merceditas em veludo: Chocolate às Cores
-Laço XL: Rosa e Azul




Beijinhos cá de casa!!!





segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Uma carta para ti (II)



Passa pouco da meia-noite. Antes, estaria aqui a escrever um post sobre moda. Muito provavelmente, sobre as roupas que mais me encantam neste "anunciar de Outono". Ou sobre os saldos, não sei. Já não consigo pensar propriamente neste tipo de assunto, que vão -para já- ficando pelo nosso Facebook. 

Antes. Sim, tenho de dividir o tempo entre o antes e o depois do alçar voo da minha menina. Foram quase 27 meses em casa com a minha princesa, o meu amor maior. Mais de 2 anos entregues ao exercício daquilo para o qual fui talhada para ser mesmo, mesmo muito boa. Sem falsas modéstias, porque isto de ter um blog serve exactamente para desaguar a verdade que se sente. E eu sinto assim.

Antes deste tempo de escola, não lembro de adormecer a Matilde antes das 22h. Hoje, com a rotina instalada, às 20h30 reina um silêncio de inverno. Frio, frio, frio. Acabo por sentir saudades da minha grande, a melhor, companheira. Me apanho a dormir num colchão colocado no seu quarto, sem grandes necessidades, mas apenas para matar um bocadinho de saudade da sua presença. O corte,também  para mim, tem sido complicado...doloroso. Saber e sentir que passa mais horas acordada na escola, e não debaixo das minhas asas...dói. Fisicamente mesmo, como disse hoje à querida Tia Cocas, que começa a ensaiar o mesmo bailado. 

Quando engravidei, estava a trabalhar. Quando a Matilde nasceu, tinha acabado de encerrar um contrato, e achamos por bem que eu estivesse com ela por um ano. Um ano que se prolongou...e que me permitiu ser o mais feliz que me lembro. Agora, vejo a minha cria iniciar um bater de asas, e estremeço as minhas para voarmos ao mesmo tempo. 

Ser mãe é a mais bela das tarefas humanas, e que me perdoem os pais. Mãe é um ser capaz de se tornar gigante. Capaz de abrigar o mundo, cegar a dor, e fortalecer a vida. Pai também é, um dia, mais tarde. Mas à parte das discussões de sexo... Sinto-me infinitamente maior, juro, por ser mãe da Matilde. Não imagino uma existência que não fosse a de ser maternalmente responsável. A maternidade define muito de quem eu sou, e pouco consigo lembrar da vida independente de não-mãe.  Sou tão infinitamente mãe...que não consegui descansar um único minuto antes de sentir a minha cria verdadeiramente tranquila neste princípio de "vida académica".

A semana passada foi para esquecer. Mas eu eu não esqueço. Vocês, que passaram pelo mesmo, também não...eu sei. Tantas foram as mensagens que eu recebi. Tantas! De mães a aconselhar, a acalmar, a desabafar...mães que, como eu e como mil, sofrem aquela dor aguda de separar-se de um filho. Como se explica isto a quem não sabe o que é? Sim, porque alguns podem pensar que isto é uma autêntica dramaturgia. Mas não.

Confesso ser uma mãe galinha e um tanto controladora. Como a minha mãe costuma dizer, "é preciso trabalhar esta questão". Durante a primeira semana de infantário da Matilde, ouvi o seu choro e a sua agonia. Telefonei e bati à porta tantas vezes quanto o bom senso permitiu. Não saí de casa, na inconsciente ideia de estar mais perto da cria, já que a escolinha fica mesmo à distância de um elevador. Sofri e chorei com o som das suas lágrimas, mas não me consegui afastar das janelas. Não se enganem. Fui forte. Forte como era preciso. Cumpri a minha tarefa de resistir à dor e à separação. Sobretudo, de resistir às dúvidas. Sou daquelas pessoas que só desistem do que não interessa, e quando o contrário acontece, entrego o coração e a alma ao aprendizado e à luta. E assim o fiz, com todas as emoções a fervilhar 24h por dia. Sim, é pleonasmo.

Sofri a dor sofrida, que é como quem se repete, até descobrir o flutuar prazeroso da confiança. Descobri que fui capaz de escolher o melhor dos infantários para a Matilde. Descobri que não há ali dentro, uma única pessoa a quem eu possa torcer o nariz. Descobri que há gente disposta a ser grande e a ser inteiro, e que não deixa uma mãe afligir-se sem uma palavra de amizade. Palavra esta que é repetida diariamente, como num mantra de paciência. E mais uma vez me repito, sim.

Descobri que há gente capaz de falar com voz de veludo, mesmo após 8 dias de tortura chorosa. Descobri que há gente que batalha pelo mesmo que eu, e que qualquer pai que entrega um filho. Descobri que de longe, há gente capaz de entrar pelas minhas janelas e abraçar o meu coração, enquanto oferece "colinho" à minha cria. Vi o quão belo é ver a Matilde voar num escorrega e navegar numa piscina de bolas. Correr entre crianças, enquanto ensaia as primeiras trocas de palavras. Enquanto eu recebo um telefonema a pedir para ir à janela contemplar o iniciar da tão esperada socialização da minha filha. Um passo que nunca na vida me vou esquecer.

Agora, dorme serena a minha criança. Tem os olhos rasgados num sono profundo, um traço tão particular, herdado do pai. Aquela expressão horizontal, de pestanas infinitas. Fala a dormir com a mais bela voz que ouvi. Grave e aguda, quase rouca enquanto repousa. Há pouco, sentiu que eu entrava no quarto e pediu o "leitinho", mesmo a dormir o seu sono profundo de criança crescida. Bebeu tudo, enquanto me fazia miminhos com as mãos quentes e suaves, absolutamente macias como o pêlo. E eu, ainda de perto, senti saudades pelo amanhã. Senti, e sinto, mesmo tantas saudades...dos dias em que as manhãs eram eternas, num enrolar de abracinhos e sonhos. De soninhos pequeninos e entrelaçados, enquanto eu tinha cuidado e fazia silêncio ao sair da sua beira para ir tratar da vida real. Enquanto esta vida real era bela pelo seu dormir aconchegado entre lençóis e mantas, minuciosamente envolvidos por mim.

Agora repousa no seu descansar de menina que vai para a escola, e que aos poucos ganha forças para existir sem mim. Eu, mesmo que contra-natura, aceito e reforço o seu vencer. Quero que "seja" para além de mim. Quero que guarde para sempre o que eu lhe ofereço, mas que seja capaz de encontrar a Matilde que é, num mundo onde eu não esteja. No seu mundo. Num mundo onde eu não estou para aconchegar, mas que eu preparei para ela. Macio, limpo, sereno. Como as mantas em que lhe embrulhei há pouco.

"Minha filha Mais-Que-Amada, este texto é para ti. Só para ti. Para que leias e saibas, mesmo que tenhas esquecido, que este momento de deixar-te planar voo me doeu, me custou...mas que valeu. Porque já me mostras que fiz a opção certa, e que fui exacta ao perceber o que precisavas. Espero ser sempre assim para ti. Espero ter todas as tuas respostas, e receio que não. Mas vou ter sempre guardado e pronto a oferecer, o calor que sentiste quando deitaste à minha beira nos teus primeiros anos de vida.

Te amo para além do infinito.

Mamã Lua."















segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Domingão em Casa


Como eu já havia dito no post anterior, o nosso fim de semana não foi muito famoso. Ainda bem que passou, que acabou. É finito. 

Foram tantas as más notícias, que uma pessoa é obrigada a pensar...a remoer, a sentir doer, uma dor que nem sequer é sua. Enfim, foram dois dias recheados de más informações. E uma conversa difícil, da qual nem vou falar. Digo apenas que era uma conversa que eu não gostaria de ter tido, se as coisas fossem diferentes. Mas não são...e a vida consegue ser mesmo assim, complicadinha. Resta-nos passar por essas fases, calcar com o sapato que aperta. Caminhar...seguir.

As notícias tristes, estas das quais falei, não fazem parte da nossa vida, cá em casa, e cada vez que penso nisto, só me vem à boca um "Amém". Bem, não é a minha vida...mas é impossível estar indiferente. E por mais impotente que me sinta, sempre posso rezar, desejar o bem, e ficar grata pelo que tenho. 

"Saúde e Amor, por favor, sejam sempre bem vindos por aqui..." ;)

Neste Domingo, estávamos todas prontinhas para ir ao aniversário de uma menina linda, uma outra M. Mas, para completar o ambiente destes dias, recebemos a notícia de que o meu maridinho havia perdido o avô. Como já deve estar óbvio, optamos por ficar em casinha...a fazer miminhos uns aos outros, e principalmente, no papá tristonho...então, ficamos por cá a abraçar, a brincar, a sorrir...e a agradecer pelo que somos, pelo que temos. E este foi o lado bom de tudo isto, o saldo positivo destes dois dias. Pois há coisas que nos fazem abrir os olhos...nos obrigando a ver a efemeridade da existência. 

Quando já eu estava cansada de tanto pensar...resolvi criar uma boa atmosfera cá em casa. Então, brincamos, gritamos, sorrimos...trocamos beijinhos e muito afeto...comemos uma comidinha boa...enfim, aproveitamos para estar em família, e com a plena consciência de que estávamos a criar umas memórias incríveis. Daquelas que vão ficar para sempre guardadinhas, e que nos vão fazer rasgar um sorriso sempre que vierem à baila...

E há melhor programação para um Domingo????????? Eu penso que não... ;)

Beijinhos nossos, e um abraço apertado.



















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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

M.: Look de Domingo

Estes últimos dias foram, quase todos, de passeios...já vos contei um pouquinho em posts anteriores. Falei do cansaço, da pressa, mostrei os looks de Natal e Reveillon...e agora, mostro mais.

Numa das nossas saídas, fomos almoçar com a família do papá. Estavam lá todos, e a M., claro ficou feliz como um pinto no lixo. lol. No início, encolheu-se toda no colo do avô, com vergonha dos tios. Não sei porque, mas a minha menina "estranha" sempre os homens. O pai está a ensinar bem, ah está...

Para a tia, não houve um único olhar de intimidação. Saltou-lhe logo para os braços. :) Passados uns minutos, já comecei a ver a M. a soltar-se...a ficar desinibida.

Exibiu-se para cada uma das pessoas (de preferência, para as pequeninas), correu atrás, pediu colo, abraços e beijinhos. Desta vez, recebeu muitos de volta. :) Queria poder partilhar estas imagens, mas como devem compreender, vou optar por não as publicar...uma vez que envolvem outras crianças. 

Tirei muitas fotos, porque ameeeeeeeeeei o look que escolhemos. O pai ficou todo babado quando a pequena surgiu na sala, toda pronta para sair. Estava mesmo linda. Regra geral, escolho comprar vestidos. São práticos por serem uma única peça, e dão muito jeito na hora de mudar a fralda. Mas como a M.  está a ficar crescidinha, comecei a querer vê-la com outras opções. Já falei dos calções e túnicas, que viraram um vício meu. Mas desta vez, foi diferente.

Segui a dica da Mafuca e fui atrás de umas jardineiras liiindas e muito, muito em conta. Conjuguei com uma t-shirt de gola, umas carneiras e um belo laçarote. Para arrematar, fui buscar ao fundo do armário um casaquinho de malha do ano passado, que ainda lhe serve lindamente. O resultado me encheu a vista, e só senti vontade de sorrir. Lá estava ela, a minha princesa dos vestidos, numas calças compridas...demais! :)

Tenho que dizer, que a menina atraiu as atenções. Pronto, sou mãe babada...e assumida. Falei. :p
Fomos ao supermercado na mesma noite, e as pessoas eram só sorrisos quando a M. passava a correr e a dar "xaus". Os "xaus" eram para mim. A rebelde sem causa queria correr sozinha, livre, leve e solta. Lá arranjei umas coisinhas para a "entreter"...uma mochila da Kitty, um gel de banho das Winx, um verniz para as unhas, plasticina (ou massa de modelar), uns laços, uns iogurtes...e pimba! Ela já saltou para dentro do carrinho de compras. Sossego. No final, já estava destruída lá dentro, de chupeta na boca e a pedir para "nanar".

Agora, sem mais demora, sem mais enrolação...deixo-vos a minha menina das calças compridas. Thanks, Mafuca! Ameeei a sugestão! ;)

Beijinhos nossos














A M. Veste:

Jardineiras: H&M
T-shirt com gola: Coobie
Carneiras: Armazém do Calçado
Laço: DOT




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domingo, 16 de dezembro de 2012

Seja Amigo da Felicidade

O que você faz para ser Feliz?

Felicidade não é coisa fácil, não recebemos à toa. É um estado que se pode alcançar com trabalho, muito trabalho. Trabalho interno, antes de qualquer outro. Trabalho de olhar para dentro, de conhecer quem somos, de arrumar a "casa". Custa tanto quanto custa amadurecer.

Ela chega quando mudamos de atitude, quando olhamos profundamente para a nossa existência. Vem para perto de nós se aceitarmos quem somos, e é muito mais real e fiel quando aprendemos a sorrir pelo outro, pelo mundo.  Muitas vezes, ela apresenta-se a quem sabe sair de cena, para ver o outro dar espetáculo, brilhar. Porque quando somos capazes disto, de olhar ao redor, multiplicamos as hipóteses de felicidade. Ela passa a estar em toda a parte, onde menos esperamos. No "bom dia" daquele homem que passa por nós, no caminhar daquele bebé, no olhar daquela senhora que pede esmolas na rua.

Pode ser ligeira, arrebatadora, fulminante. Mas bom, bom mesmo, é quando é tranquila. Quando é inteira. É quando chega de malas feitas, pronta para ficar. Quando transformamo-nos no seu amigo.

Felicidade não perdoa desaforo, meus queridos leitores. Ela pode casar com você, e raras vezes abandoná-lo. Mas ela não vai olhar para si, se você estiver desinteressante. E quem desperta interesses é aquele que sabe amar, sabe sorrir, sabe agarrar o que vale a pena na vida, e descartar o resto. É capaz de admirar, e é capaz de dizer isto. É capaz de desejar o bem.

Interessante mesmo é quem sabe plantar o bem, e colhe como poucos. Agradece o que tem, compreende o que não tem. Tudo, sem olhar para o lado. Sem cobiçar. Sem querer ser o outro, sem querer o que é do outro. Sabe ocupar e transformar o seu próprio lugar. Rega as plantas de casa. Embeleza a vida. Flui, flui, flui. É alguém que é bonito, mesmo bonito. Interessa-me este alguém.

E só aviso: tenha calma...há lugar para todos nós. Com todas as nossas diferenças, com todas as mil  e uma qualidades que você tem. Que eu tenho. Com a beleza que eu tenho na minha vida, e você na sua.

Ser feliz é uma arte. E, tristemente, informo que não é para todos. Porque tem gente que não sabe ser, não encontra o caminho. Não enquadra. Porque há quem não seja leve, quem não seja livre. Tem gente que até quando solta as amarras, é sem jeito. Não combina. O que era para ser uma gargalhada, soa a susto. Inevitavelmente, e não por mal, deixam de fazer parte da minha vida. Porque não condiz comigo e com os meus. Simples assim.

Acredito profundamente que aqueles que não sabem ser felizes, têm a perfeita consciência disto. Sabem onde o sapato lhes aperta, sabem como funcionam, como olham para o mundo. Mas mudar é difícil, dificílimo. Exige tempo, pede coragem. Pede generosidade, consigo e com os outros. Mas generosidade, minha gente, é coisa rara.

É triste perceber que tantas pessoas apenas "passam" pelo mundo. Sem dar conta, sem deixar nada de lindo. Que desperdiçam o dom da vida com coisas mesquinhas, tacanhas, minúsculas. Digo que é triste, porque é mesmo. Só posso desejar que algo mude. Por elas, não por mim. Também posso escrever sobre isto....e assim o faço. Porque posso.

Você pode agora estar a perguntar-se a razão deste texto. E eu explico. É por pensar na sorte que tenho, porque recebo afagos e generosidade, muitas vezes de quem nem conheço. Por chegar à conclusão de que há muita gente capaz de ser feliz.

 Desde que iniciei o blogue, tenho sido alvo de muito carinho, e agradeço infinitamente. São pessoas que me presenteiam com palavras de incentivo, e é para elas, para a grandeza de espírito que têm, que eu reflito e publico. Que eu ofereço a minha casa interior, o meu canto.

E não esqueçam. É como diz a música, "felicidade é só questão de ser".  ;)

Agora, pergunte-se: "O que eu faço para ser feliz?".

Beijinhos para quem consegue, para quem tenta.





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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A Questão do ABRAÇO



Ontem à noite, quando estava a tentar chegar à cozinha, a M. não parava de agarrar-me pelas pernas a pedir "baço". Depois de tentar explicar que a mamã estava a fazer o jantar, sem sucesso, desisti. Sentei-me no sofá e coloquei a pequena ao colo. Imediatamente, ela aninhou-se encostada ao meu peito, num abraço tranquilo. E ali estivemos as duas, entrelaçadas a ver televisão, trocando olhares. Por vezes, a M. virava os olhos para mim e soltava um beijinho.

Neste momento, só conseguia pensar que estava no melhor lugar do mundo. Foi como se um casulo de repente nos abrigasse, longe do tempo e das tarefas. Um cantinho só nosso. Senti-me segura e achei engraçado, porque este deve ter sido o mesmo sentimento passado para ela.

Foi inevitável desenvolver toda uma linha de raciocínio sobre o tema. Estive, cá com os meus botões, a pensar nos abraços que dei, e nos que não dei. Abraço é uma coisa que a gente vai esquecendo quando se torna adulto...porque o dia à dia nos endurece um pouco, porque o tempo é curto, ou apenas porque habituamo-nos a olhar unicamente por nós próprios. Pensei ainda, e já a sofrer, nos abraços que me vão ser negados quando a M. entrar na "aborrescência", quando tiver as suas crises, quando quiser sair de casa...da mesma forma que eu fiz com os meus pais.

Todo o mundo passa por uma fase assim, é verdade. De querer pouco contacto, de envergonhar-se com o carinho dos pais, de culpá-los por todas as injustiças do planeta. É normal, eu sei. Mas é estúpido e cruel. Só depois de ser mãe, é que vi as coisas assim.

Abraço de filho deveria vir em receita médica. Acho que não há nada melhor para as mazelas do corpo e da alma. Porque abraço cura, minha gente. Abraço aproxima, aconchega, conforta. Abraço de eu te amo, abraço de saudade, abraço de quem pede desculpa, de quem quer ajuda...

Sinto culpa pelos abraços que não dei, neguei, escondi. Principalmente, daqueles que eram para os meus pais. Felizmente, há tempo para voltar a distribuí-los.

E assim o farei. Esta é uma campanha "interna", só minha, ensinada pela minha filha bebé. Vou abraçar, apertar e aconchegar. Vou apresentar o meu carinho a quem dele precisar. Vou trazer para o casulo. Vou voltar a ser criança muitas vezes. Para aninhar e me deixar sorrir...para soltar as amarras, aliviar a tensão. Para tornar-me veículo de amor.

Li em qualquer lado que "quando abraçamos, a felicidade nos visita por segundos"...e não é?!

Quando estava ali, naquele sofá, dentro do abraço da M., tive vontade de abraçar os meus pais, o meu marido, os meus irmãos, a minha avó Maria, o meu afilhado, algumas tias muito amadas, a minha prima-irmã, umas poucas amigas que estão longe...e difícil foi prender aquelas duas ou três lágrimas, que claramente, escaparam. A minha filha olhou para mim e disse, levando o dedo aos meus olhos: "Ábua, ábua!". Aí,  um sorriso chegou a correr. :)

No final daqueles minutos de carinho e de reflexão, senti-me maior e melhor. Engrandeci.

E você? Você...você! Aí mesmo! Que está a ler este post! Já abraçou hoje?! ;)

Beijinhos, e um abraço apertado...



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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Happy M.

Yes, I have a happy baby!

Ontem fomos visitar os avós paternos da M. , e o papito aproveitou para ver o Porto jogar. Gosto muito dos fins-de-semana, porque nos permitem estar com a família, e sair um pouco do nosso contexto. Mas também fizemos um outro passeio, para que a pequena estivesse com gente da sua altura.

A M. , como já sabem, adora estar com outras crianças. É raro conseguirmos juntar a nossa princesa à canalhada, porque o papá tem uns horários de louco. Mas desta vez, conseguimos fezer-lhe este miminho.

Ora bem...eu já sabia que a minha pipoca é um doce muito doce. Mas como mãe é mãe, cai sempre bem quando confirmamos que as nossas crias são mesmo fantásticas, e que isso não é apenas fruto da nossa imaginação. ;)

Fiquei a observar a minha princesa durante grande parte da noite, e percebi que tenho feito um ótimo trabalho. Yeah! Ainda não conheci bebé mais carinhoso(a)! Eu tive que parar para apreciar este traço da M., pois tantas são as vezes que alguém nos diz que "ela é tão meiguinha...".

A M. esteve toda a noite deste domingo a tentar estabelecer vínculos com os outros pequenos, que pouco lhe davam bola. Andava atrás de um rapazote, com os bracinhos abertos, enquanto ele fugia ou protegia-se do "contacto". Quando conseguia obter algum sucesso, a M. ria-se enquanto afagava um cachorrinho estampado no pijama do menino, e fazia "au,au". Ai, que graça. Só visto. Tínhamos que estar a arranjar uma distração, para que ele tivesse sossego. Afinal, coitado do rapaz não queria mesmo estar naquele "chamego" com ela.

Com uma menininha, ainda mais bebé  (a M. é mais velha), não foi muito diferente. lol. A M. chegava junto da outra pipoca e dava abracinhos, fazia "ó-ó", distribuia beijinhos. O máximo que recebeu de volta foi um carrinho no meio da testa. Ou dois. A minha filha ainda não aprendeu a revidar, e a sua inocência é de uma beleza absoluta. Quando levou um revés da outra criança, apenas fez uma expressão de tristeza, fez beicinho...e olhou à volta, como quem fazia queixa aos pais. Rapidamente, esqueceu o assunto e voltou a brincar...até ter outro "ataque" de abracinhos e beijinhos, e voltar a correr atrás da pirralhada... :)

Eu sei que a vida vai levar embora um pedaço desta M. que hoje vejo. É verdade e é inevitável. Mas apego-me a cada sorriso que planto e colho, e fico em paz, por perceber que estou a criar um ser humano para ser feliz. Hoje, não a deixo cantar uma música sozinha, e se ela dança, eu danço também. Sorrio, mesmo quando não tenho forças nem para pensar. Não deixo que a minha filha sinta a minha falta, e  assim, sei que ela vai crescendo tranquila e cercada de amor.

Independente do que o futuro nos traga, estou a ser uma "mãe borboleta", a seguir pelo caminho certo... ;)

Beijinhos


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